22 C
Ponta Porã
domingo, 18 de outubro, 2026

Nove internos fogem de semiaberto em situação caótica para cometer crimes

08/11/2017 08h30

O Sinsap ressalta ainda que esse tipo de prática já havia sido denunciada pelo Sindicato às autoridade locais.

Douradosagora

Nove presos foragidos do semiaberto de Corumbá, durante o final de semana, reacende a discussão sobre a situação caótica daquela unidade prisional, conforme alerta o Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de MS (Sinsap). Segundo a categoria, a intenção dos internos capturados era voltar à unidade após cometerem alguns crimes que tinham planejado dentro da cadeia.

O Sinsap ressalta ainda que esse tipo de prática já havia sido denunciada pelo Sindicato às autoridade locais e que havia solicitado providências emergenciais. O presidente da entidade, André Luiz Santiago, destaca que esse tipo de “fuga temporária” é uma situação corriqueira, devido a péssima estrutura e a falta de servidores na unidade.

“Em setembro o Sindicato encaminhou ao Juiz da Vara de Execução Penal da Comarca de Corumbá, um ofício denunciando a situação caótica e desumana do estabelecimento penal de Regime semiaberto e aberto em que não havia condições de garantir a custódia dos presos devido a falta de estrutura física e profissional. Na época sugerimos até mesmo a interdição do local”, afirma André.

A entidade Sindical enfatiza que na mesma unidade é realizada a custódia de três regimes diferenciados de cumprimento de pena; Semiaberto Masculino, aberto masculino e feminino, totalizando quase 200 custodiados para dois servidores garantirem a segurança, onde os internos são divididos em 11 celas. “A unidade não oferece nenhum segurança e com isso coloca os agentes e a sociedade em risco, por isso e por outros motivos é considerada a pior do Estado, é um absurdo”.

Recentemente o Sindicato foi ao local e constatou as péssimas condições de trabalho no local. “A situação é desumana, não tem computadores, nem radioescuta, câmera de vigilância; quando chove os servidores tem que ficar arrastando as mesas para que não molhe os documentos; a fossa fica vazando para o terreno vizinho, não tem copa para almoçarem, eles tem que comer a marmitex a céu aberto, os presos saem e voltam a hora que querem, e não tem efetivo nem pra dar férias para os agentes”,pontuou André.

O Sindicato afirmou ainda que a situação necessita de uma medida emergencial. “O ideal seria construir um presídio que ofereça condições adequadas, mas se considerarmos o lapso temporal para a construção que é em torno de três a quatro anos, não temos como esperar todo esse tempo, precisamos de ações imediatas, entre a medida e a efetividade da operacionalidade do sistema é outra coisa. É necessário que o Estado enquanto a unidade não é construída, alugue um prédio adequado e que o número de servidores que fazem a segurança do local seja ampliado, caso contrário a tendência é só piorar e a situação se torne ainda mais caótica”, afirma Santiago.

O presidente da entidade, André Luiz Santiago, destaca esse tipo de “fuga temporária” é uma situação corriqueira, devido a péssima estrutura e a falta de servidores na unidade. “Em setembro o Sindicato encaminhou ao Juiz da Vara de Execução Penal da Comarca de Corumbá, um ofício denunciando a situação caótica e desumana do estabelecimento penal de Regime semiaberto e aberto em que não havia condições de garantir a custódia dos presos devido a falta de estrutura física e profissional. Na época sugerimos até mesmo a interdição do local”, afirma André.

A entidade Sindical enfatiza que na mesma unidade é realizada a custódia de três regimes diferenciados de cumprimento de pena; Semiaberto Masculino, aberto masculino e feminino, totalizando quase 200 custodiados para dois servidores garantirem a segurança, onde os internos são divididos em 11 celas. “A unidade não oferece nenhum segurança e com isso coloca os agentes e a sociedade em risco, por isso e por outros motivos é considerada a pior do Estado, é um absurdo”.

Recentemente o Sindicato foi ao local e constatou as péssimas condições de trabalho no local. “A situação é desumana, não tem computadores, nem radioescuta, câmera de vigilância; quando chove os servidores tem que ficar arrastando as mesas para que não molhe os documentos; a fossa fica vazando para o terreno vizinho, não tem copa para almoçarem, eles tem que comer a marmitex a céu aberto, os presos saem e voltam a hora que querem, e não tem efetivo nem pra dar férias para os agentes”,pontuou André.

O Sindicato afirmou ainda que a situação necessita de uma medida emergencial. “O ideal seria construir um presídio que ofereça condições adequadas, mas se considerarmos o lapso temporal para a construção que é em torno de três a quatro anos, não temos como esperar todo esse tempo, precisamos de ações imediatas, entre a medida e a efetividade da operacionalidade do sistema é outra coisa. É necessário que o Estado enquanto a unidade não é construída, alugue um prédio adequado e que o número de servidores que fazem a segurança do local seja ampliado, caso contrário a tendência é só piorar e a situação se torne ainda mais caótica”, afirma Santiago.

Nove internos fogem de semiaberto em situação caótica para cometer crimes

Nove internos fogem de semiaberto em situação caótica para cometer crimes