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Ponta Porã
quarta-feira, 19 de agosto, 2026

Novo ciclone extratropical derruba temperaturas a 7°C em Mato Grosso do Sul 

Entre quarta e sexta, as quedas chegam a 8°C na mínima e 11°C na máxima na Capital.

A frente fria associada a um novo ciclone extratropical, em formação na costa da região Sul do Brasil, vai derrubar as temperaturas em Mato Grosso do Sul a partir de quinta-feira (19). Começa a esfriar a partir da próxima madrugada, mas as menores mínimas serão registradas na sexta-feira (21), quando Ponta Porã pode chegar aos 7°C.

Iguatemi terá a queda mais acentuada no Estado, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). A mínima despenca de 20°C nesta quarta-feira (19) para 13°C na quinta (20) e 8°C na sexta (21), uma redução de 12°C. A máxima passa de 34°C para 23°C e permanece nesse patamar na sexta, com queda de 11°C.

Ponta Porã as temperaturas variam entre 12°C e 25°C e, na sexta, entre 7°C e 27°C. A mínima deve cair 9°C no período, enquanto a máxima terá redução de 8°C, conforme o Inmet.

Em Campo Grande, os termômetros variam entre 22°C e 35°C nesta quarta-feira. A temperatura cai para mínima de 18°C e máxima de 26°C na quinta, enquanto a sexta terá entre 14°C e 24°C. Entre quarta e sexta, as quedas chegam a 8°C na mínima e 11°C na máxima na Capital.

Dourados terá mínima de 18°C e máxima de 36°C nesta quarta-feira. Na quinta, a variação será de 15°C a 28°C e, na sexta, de 9°C a 26°C. Isso representa queda de 9°C na mínima e de 10°C na máxima.

Refresco do ‘calorão’

Enquanto a região da Capital e o sul de Mato Grosso do Sul terão temperaturas mais frias até o fim de semana, o restante do Estado deve registrar apenas um refresco do ‘calorão’ do início da semana.

Porto Murtinho registra temperaturas entre 16°C e 30°C nesta quarta-feira e entre 14°C e 24°C na quinta. Na sexta, a mínima chega a 9°C, enquanto a máxima volta a subir para 29°C. Em comparação com quarta-feira, a mínima cai 7°C, mas a máxima diminui apenas 1°C, segundo o Inmet.

Em Sonora, as temperaturas variam entre 23°C e 40°C nesta quarta-feira e entre 19°C e 35°C na quinta. Na sexta, a mínima permanece em 19°C, mas a máxima recua para 32°C. Assim, a queda chega a 4°C na mínima e a 8°C na máxima.

Três Lagoas terá mínima de 21°C e máxima de 37°C nesta quarta-feira. Na quinta, os termômetros ficam entre 20°C e 36°C e, na sexta, entre 17°C e 30°C. A mínima recua 4°C e a máxima cai 7°C no período.

Corumbá registra entre 15°C e 38°C nesta quarta-feira, de 14°C a 32°C na quinta e de 12°C a 31°C na sexta. No período, a mínima cai 3°C, enquanto a máxima diminui 7°C.

Frio segue na próxima semana

O ciclone extratropical começa a se formar na quinta-feira (20), a partir de uma área de baixa pressão entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. Quando o sistema fica mais intenso e se desloca rumo ao oceano, a frente fria associada a ele avança para o sudeste.

O ar frio começa a provocar queda nas temperaturas na sexta-feira (21), principalmente no Sul do país. Além disso, uma massa de ar frio mais intensa e abrangente avança a partir de sábado (22) e deve manter as temperaturas baixas por vários dias, informa a Folha de S. Paulo.

A expectativa é de que o frio chegue primeiro à região Sul, depois avance em direção a Mato Grosso do Sul e ao Sudeste brasileiro. Entre segunda (24) e terça-feira (25), o Estado ainda pode ter baixas temperaturas.

O que é ciclone?

Segundo o Inmet, ciclone é uma área de baixa pressão atmosférica, onde os ventos giram no sentido horário. Esse movimento concentra a umidade no centro do ciclone, e o deslocamento de ar quente e úmido provoca a formação de nuvens carregadas.

A presença de um ciclone nos oceanos é bastante comum, mas a formação no continente é mais rara. Eles podem ter três tipos, e os extratropicais são os mais comuns no Brasil. O núcleo, ou centro de baixa pressão, é frio. O fenômeno ocorre durante todo o ano, mas com maior frequência no inverno.

Os ciclones são sempre associados a uma frente fria. Neste caso, o fenômeno não deve passar por Mato Grosso do Sul, mas a frente fria associada a ele impactará o tempo do Estado.

Fonte: Midiamax