Tragédia foi provocada pelo Rompimento de barragem da Vale em Minas Gerais.
29/01/2019 06h10 – G1
Buscas
“É um trabalho de formiguinha, são áreas gigantescas”, diz o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, sobre as buscas.
Há pontos em que a profundidade da lama chega a 15 metros.
Os socorristas usam cajados para perfurar o solo em busca de corpos, sobreviventes ou veículos que possam estar soterrados. O trabalho é cansativo. Como a lama está fofa, os pés afundam. Alguns bombeiros usam roupas de mergulho.
As buscas estão sendo feitas por 120 bombeiros de Minas Gerais e 160 enviados de São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo e Goiás. Há outros 33 integrantes da Força Aérea Brasileira e 60 do Exército. Helicópteros são utilizados para resgatar os corpos.
A tropa da ajuda oferecida por Israel se concentrou no vale de lama perto do local em que a barragem estourou. Um dos equipamentos israelenses é capaz de encontrar pessoas com vida a 30 metros de profundidade. Apesar de a lama dificultar a sobrevivência, os bombeiros não descartam a possibilidade encontrar pessoas com vida.
Nesta segunda, os primeiros corpos começaram a ser enterrados. No cemitério Parque das Rosas, desde que a tragédia ocorreu 98 covas foram abertas, de acordo com funcionários. Trabalhadores da prefeitura foram deslocados de outros setores para ajudar no local, que, normalmente, conta com dois coveiros.
Além disso, a Vale anunciou a doação imediata de R$ 100 mil a cada família das vítimas da tragédia. A empresa também informou que deve manter a compensação financeira para o município, que não deve perder arrecadação.
Buscas
“É um trabalho de formiguinha, são áreas gigantescas”, diz o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, sobre as buscas.
Há pontos em que a profundidade da lama chega a 15 metros.
Os socorristas usam cajados para perfurar o solo em busca de corpos, sobreviventes ou veículos que possam estar soterrados. O trabalho é cansativo. Como a lama está fofa, os pés afundam. Alguns bombeiros usam roupas de mergulho.
Aihara afirmou que o refeitório – onde estavam trabalhadores da Vale no momento do rompimento da barragem – provavelmente foi arrastado pela lama e pode ter ido parar a “até quilômetros à frente”.
Os bombeiros ainda não começaram as buscas na área em que ficava o refeitório porque estão priorizando locais onde há menos lama – e, por isso, as chances de encontrar sobreviventes são maiores.
Segundo o porta-voz dos bombeiros, no sábado (26) foi determinado o local onde ficava uma pousada em Brumadinho. A pousada foi varrida de seu ponto original, onde agora “só tem lama”. Estima-se que, lá, havia 35 pessoas.
O coronel que lidera as tropas israelenses que ajudam nos trabalhos, Golan Vach, afirmou que a prioridade é encontrar pessoas com vida. Ele explicou que sonares serão usados para tentar localizar vítimas. “Vamos trabalhar usando radares e com as próprias mãos”, disse.
Em entrevista na manhã desta segunda, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que o apoio dos militares de Israel vai “aumentar muito a chance de encontrar novos sobreviventes” e dar mais “agilidade para encontrar vítimas”.
O governador disse que a preocupação é achar os sobreviventes e vítimas e que “donativos não tem feito diferença para melhor”.
A Vale informou que cerca de 50 pessoas estão trabalhando no resgate da fauna local às margens do Rio Paraopeba. Já foram resgatados 26 animais domésticos.
A Juíza Perla Saliba Brito determinou que a empresa comece imediatamente a cuidar do resgate de animais atingidos pela tragédia.




