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sábado, 17 de outubro, 2026

“O Jornal O PROGRESSO não pode parar”

23/04/2014 19h10

Legado deixado pelo fundador Weimar Gonçalves Torres à esposa, Adiles Torres, é repassado às filhas, June Torres e Blanche Torres

Divulgação (TP)

Passar por altos e baixos e persistir com garra, determinação e profissionalismo. A trajetória do jornal O PROGRESSO, fundado em 1951, é marcada por uma série de períodos difíceis, nada a ponto de desanimar a família Amaral Torres. O fundador, Weimar Gonçalves Torres, casado com Adiles do Amaral Torres, que se tornou a diretora-presidente deste matutino, repetia cotidianamente à esposa, antes de sua morte, em 1969, que “o jornal O PROGRESSO não podia parar”. “Ele pressentia sua morte jovem, creio que por isso passou a dizer que o jornal teria que continuar, mas com a nossa família”, recorda Adiles. Weimar morreu aos 47 anos, em acidente de avião.

Anos antes de sua morte, Weimar pediu para o pai de Adiles, Vlademiro do Amaral, ser sócio no jornal. Com a morte de Weimar, Vlademiro assumiu a direção do jornal, até 1985, quando também morreu. A década de 80 é considerada o período mais difícil para O PROGRESSO. A família teve que vender imóveis para cobrir dívidas e honrar os salários dos funcionários. Com o tempo, a empresa recuperou as finanças, investiu em tecnologia e hoje emprega 85 funcionários registrados.

“Aprendi com o Weimar e com o meu pai que os funcionários são o maior bem do jornal. Tenho orgulho em dizer que O PROGRESSO nunca atrasou salários e sempre honrou o pagamento de todos aqueles que por aqui passaram e continuam com a gente”, diz Adiles, que assumiu a direção do jornal, em 1985.

Adiles é diretora-presidente do jornal há 29 e diariamente está presente, para receber clientes e dar a última palavra em todas as decisões. “Sou antenada ao que acontece na empresa e faço questão de acompanhar tudo, nos departamentos financeiro, comercial, regional, gráfico, na redação”, diz Adiles, que cumpre carga horária de funcionário. Ela chega ao jornal por volta das 7h30, sai às 11h para o almoço e retorna às 13h. Só não está neste matutino quando tem algum compromisso fora da cidade. As filhas e sócias-proprietárias, June Torres (diretora-executiva) e Blanche Torres (diretora-superintendente), que cresceram dentro do jornal, estão mais que preparadas para assumirem O PROGRESSO, no entanto, é Adiles quem permanece à frente de todas as decisões.

“Tenho muita sorte de ter uma equipe competente e preparada que me ajudou e me ajuda, ao longo desses anos”, diz Adiles. Quem entra no jornal permanece por muito tempo; o funcionário mais antigo é o editor-chefe, o jornalista Vander Verão, há 43 anos neste matutino. Tem o Diogo Teotônio, do departamento comercial, 38 anos de casa; Carlos Cordeiro, supervisor regional, 25 anos de jornal; Expedito Frota, chefe de impressão há 35 anos; Ideval de Souza, motorista há 31 anos, entre tantos outros que estão há duas décadas no jornal O PROGRESSO.

Texto: Flávio Verão

A diretora Adiles do Amaral Torres ladeadas pelas Filhas June e  Blanche Torres.Foto: O Progresso