Talvez você já tenha ouvido falar desse termo, ou então, da síndrome do esgotamento profissional. Qualquer que seja a terminologia que conhece, ambas estão relacionadas ao mesmo problema: a sensação de cansaço, negatividade e de extremo estresse, afetando todas as áreas da vida da pessoa.
A síndrome de burnout não chega de uma hora para outra, ou seja, não é um problema de explosão imediata. Os sintomas vão se apresentando lentamente, dia após dia, até acometerem de vez o paciente. Em muitos casos ela só é percebida quando o profissional já está completamente desmotivado, apático e improdutivo.
Trata-se de um distúrbio psíquico causado pelo estado de tensão emocional e estresse, sempre relacionada ao trabalho. Surge após o indivíduo passar por situações de trabalho desgastantes – situações que requerem muita responsabilidade ou até mesmo excesso de competitividade.
Os principais sintomas relacionados à síndrome de burnout são:
- cansaço físico e mental excessivo;
- dores musculares;
- distúrbios respiratórios;
- irritabilidade e agressividade;
- isolamento social;
- lapsos de memória;
- insônia;
- perda de apetite;
- pensamentos suicidas, entre outros.
O diagnóstico é feito por médico psiquiatra ou psicólogo, através da avaliação do histórico do paciente e do seu relato em relação ao trabalho e sua realização profissional. O tratamento inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Além disso, é importante a rede de apoio de familiares e amigos para uma completa recuperação.
Infelizmente, muitas pessoas ainda têm o estigma de que a psicoterapia é algo destinado para quem tem algum tipo de problema específico. A verdade é que todos nós nos beneficiamos dela, já que é um momento onde você pode se abrir sem vergonhas ou receio de julgamentos.
É possível evitar a síndrome de burnout adotando algumas estratégias para diminuir o estresse e a pressão no trabalho:
- Defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal;
- Mantenha uma rotina saudável de sono, dormindo pelo menos 8 horas por noite;
- Participe de atividades de lazer com amigos e familiares;
- Faça atividades fora da rotina diária, como passear, comer em restaurante ou ir ao cinema;
- Evite o contato com pessoas tóxicas e que vivam reclamando;
- Converse com alguém de confiança sobre seus sentimentos;
- Faça atividades físicas regulares;
- Evite o consumo de bebidas alcoólicas, cigarro ou outras drogas;
- Não se automedique nem tome remédios sem prescrição médica.
Como você pode ver, a síndrome de burnout é uma doença e não um problema simples que pode ser resolvido com o passar do tempo. Ao perceber algum sintoma característico, procure imediatamente ajuda médica para evitar que o transtorno leve a traumas irreversíveis.
Cristiane de Oliveira Soares Moreira
Psicóloga – CRP: 14/03501-8
Contato: (67) 99228-5851
Endereço: Rua General Osório, 1338 – Clínica Salute

