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domingo, 18 de outubro, 2026

Obra de escola atrasa pela segunda vez e gera reclamação

30/01/2017 07h40

O Dioclécio é uma das regiões mais populosas de Dourados e das que mais cresce em moradias populares.

Douradosagora

Pela segunda vez, obras de escola estadual no Conjunto Habitacional Dioclécio Artuzi registra atraso. Oito pedreiros trabalham no local e o prédio de R$ 3,6 milhões que já deveria ter sido entregue à comunidade, segue ritmo lento de construção. Alunos que já poderiam estudar na unidade de ensino, há dois anos, têm que se deslocar para bairros distantes.

O Dioclécio é uma das regiões mais populosas de Dourados e das que mais cresce em moradias populares. Localizado entre a BR-163 e a MS-156, o bairro tornou-se perigoso para crianças e adolescentes que precisam atravessar as rodovias que registram grande tráfego até chegarem a escola.

“É um risco para os estudantes que diariamente vão para escolas em outros bairros. Imagino o quanto os pais ficam aflitos com isso”, disse o vereador Marçal Filho (PSDB). Ele recebeu reclamações dos moradores do Dioclécio sobre a morosidade das obras.

A diarista Rosana Costa está apreensiva pela filha Laura, de 14 anos, que irá estudar em escola no bairro Izidro Pedroso, cerca de cinco quilômetros de distância. “Ela vai de bicicleta com uma colega aqui do bairro e fico preocupada porque o horário de ida e volta é de pico, com grande tráfego de carros e motos”, disse preocupada.

A escola começou a ser construída em 2014 e deveria ter sido entregue em janeiro de 2015. A empresa responsável pelas obras teve o contrato encerrado pelo Governo do Estado, responsável pela condução das obras. Os recursos são do Governo Federal.

Em julho de 2016, num contrato de R$ 2,9 milhões, outra empresa assumiu a construção, que deveria ter sido concluída em dezembro do ano passado. As paredes estão levantadas e está em fase de término da laje. Falta muito a ser feito. “Não estão dando a devida importância para a obra. Isso não pode acontecer”, criticou o vereador.

Pelo projeto, a escola estadual terá 14 salas de aula, quadra coberta com arquibancada e será destinada ao Ensino Médio. As obras foram iniciadas no mesmo período de outra escola estadual, na Vila Roma, já concluída e que entra em funcionamento dia 13 de fevereiro, início do período letivo.

O atraso das obras da escola no Dioclécio Artuzi é acompanhado de perto pelo Ministério Público Estadual (MPE). Na semana retrasada o promotor de justiça Ricardo Rotunno instaurou inquérito para investigar suposto desvio de recursos no valor de R$ 800 mil. Marçal Filho acompanha o caso e cobra rigor na investigação e agilidade nas obras.

Escola do Dioclécio está com obra em ritmo lento