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domingo, 18 de outubro, 2026

Odilon de Oliveira só disputará eleições em MS se CNJ ‘destravar” sua aposentaria

30/08/2017 07h50

Em entrevista a Datena, juiz federal disse que precisa de escolta para poder viver o resto de sua vida.

Conjuntura Online

O juiz federal Odilon de Oliveira só participará das eleições do ano que vem na eventualidade de o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) lhe garanta escolta policial após sua aposentadoria. Pelo menos foi essa posição que o magistrado assegurou durante entrevista nesta terça-feira (29) ao programa Brasil Urgente, do jornalista José Luiz Datene, da Rede Bandeirantes de Televisão.

Na verdade, Datena repercutiu em seu programa na televisão a entrevista que fez pela manhã com Odilon pela rádio Bandeirantes.

Durante a entrevista, Odilon se queixou da demora de sua aposentadoria dizendo que o CNJ está protelando a possibilidade de liberar segurança policial pelo resto de sua vida.

Bem avaliado nas pesquisas de opinião pública, o juiz está sendo assediado por lideranças e dirigentes de partidos políticos para concorrer à sucessão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). No entanto, o seu desejo é concorrer ao Senado, como ele mesmo confirmou em entrevista recente à imprensa de Dourados.

Odilon disse que já tem 68 anos de idade, dos quais 56 de atividade e que precisa se aposentar para descansar.

“Se não conseguir (aposentadoria) estou num mato sem cachorro, o jeito vai ser comprar um carro forte com ar condicionado e morar dentro ou sair do Brasil”, exagerou o magistrado na entrevista, ao temer a possibilidade de ser metralhado por bandidos se não tiver segurança particular.

Ainda na entrevista, Odilon lembrou que desarticulou muitas ações de bandidos, principalmente na região de fronteira com o Paraguai e que por isso não tem condições psicológicas para viver sem escolta policial após sua aposentadoria.

“Eu não posso dormir com um olho aberto e o outro fechado cuidando da minha própria segurança, espero que a união tenha essa responsabilidade e faça isso por mim”, apelou.

Questionado se pode ser assassinado após parar de trabalhar, respondeu: “tenho um grande receio porque ninguém mais do que eu conhece os desafetos que eu ajudei desarticular, não só droga, mas contrabando e outras ações”.

O magistrado se vangloriou por ter feito o que chama de “estrago muito grande” para combater a bandidagem na região de fronteira com o Paraguai.

Ele disse que sua vida particular é restrita há muitos anos. ” O relacionado externo com a família dentro de casa foi pro brejo”, reclamou.

O juiz federal Odilon de Oliveira (Foto: Divulgação )

Odilon de Oliveira só disputará eleições em MS se CNJ 'destravar" sua aposentaria