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sábado, 17 de outubro, 2026

Ong quer recuperar nascentes da região pantaneira

24/03/2017 08h40

O Pantanal é a maior área úmida do planeta: os 170.500,92 km² se estendem por parte dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Bolívia e Paraguai.

O Progresso

O Pantanal é a maior área úmida do planeta: os 170.500,92 km² se estendem por parte dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Bolívia e Paraguai. Suas matas verdes, a diversidade de aves e peixes e as áreas alagadas formam o cartão-postal mais conhecido por todos. Mas toda essa beleza e grandiosidade estão em risco.

O desmatamento, a falta de saneamento básico nas cidades e as más práticas agropecuárias são grandes ameaças às espécies – mais de 4 mil animais e plantas já registrados – e principalmente às nascentes, lagos e rios do Pantanal.

Pensando nisso, o WWF-Brasil vem desde julho de 2015 implementando diversas ações com o objetivo de conservar os rios e as nascentes do Pantanal. Hoje, 70 nascentes que alimentam os rios Jaurú, Sepotuba, Cabaçal e Alto Paraguai, no Mato Grosso, estão em processo de recuperação. Todas elas se encontram na região das cabeceiras, planalto onde nascem as águas que descem e inundam a planície pantaneira.

“Recuperar nascentes não é agir apenas no local onde ela está. É conservar toda uma cadeia hidrológica, todo um ecossistema como o Pantanal, que tem mais de quatro mil espécies animais e vegetais registradas “, afirma Júlio César Sampaio, coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil.

De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, até 2009 o Pantanal perdeu 23.160 km² de vegetação nativa, o equivalente a 15,31% de sua área total. A região das cabeceiras, onde nascem as águas que alimentam o ciclo hidrológico do bioma, está em alto risco.

Uma pesquisa realizada pelo WWF-Brasil mostrou que os níveis de turbidez – quando a água perde a transparência – e de quantidade de sólidos dissolvidos nos rios Jauru, Sepotuba e Alto-Paraguai vêm aumentando.

Sem a vegetação, os rios ficam desprotegidos e expostos às chuvas, que carregam sedimentos pela correnteza, provocando aumento da turbidez e do assoreamento, processo pelo qual os rios vão ficando cada vez mais rasos.

A turbidez afeta o ciclo de vida dos peixes, pela falta de transparência na água, além de dificultar o tratamento da água que será distribuída à população por parte das empresas de saneamento.

A recuperação das 70 nascentes faz parte do Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal.

Ong quer recuperar nascentes da região pantaneira