23/05/2014 06h10
“Não se trata de quem apreende mais ou menos”, diz general sobre Operação Ágata 8
Douradosnews
Durante 11 dias foram 27 toneladas de maconha apreendidas, três armas de fogo, 100 quilos de munições, e duas toneladas de produtos de descaminho, no trabalho realizado no âmbito de responsabilidade da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, de Dourados.
O balanço da operação Ágata 8, que atingiu 2,5 mil quilômetros da faixa de fronteira com a Bolívia e o Paraguai nos Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, foi destacado como satisfatório e acima das expectativas do Ministério da Defesa. Durante entrevista coletiva realizada na manhã de ontem, quinta-feira(22), o general de brigada Rui Yutaka Matsuda destacou o trabalho.
“Temos a concepção estratégica de estarmos presentes na faixa de fronteira e trazer a sensação de segurança para a população, e entendemos que nosso papel foi muito bem executado. Tanto que temos uma receptividade da comunidade, e mantemos uma condição bastante positiva de estreitar os laços com os demais órgãos de segurança”.
Questionado pelo Dourados News sobre a ‘desconfiança’ e até mesmo as críticas que recaem sobre as operações Ágata com relação ao montante de apreensões – abaixo das realizadas individualmente por órgãos como a PRF (Polícia Rodoviária Federal), que somente no dia 18 deste mês realizou a maior apreensão de maconha do ano no país na BR-163, com um total de 15 toneladas – o general justificou a atuação dos militares.
“É importante poder esclarecer. A ideia da atuação do Exército dentro da Operação Ágata é justamente de facilitar a atuação dos órgãos de segurança pública. Nós temos uma característica de atuar ostensivamente, e a gente sabe que as grandes apreensões são feitas dentro de um caráter que não é ostensivo. Então ao atuarmos de forma ostensiva nós buscamos facilitar as atuações dos órgãos de segurança pública. Aqui não se trata de quem vai apreender mais ou menos, a ideia é trazer um estado de segurança para a população. Logicamente que se passar dentro dos nossos bloqueios e forem apreendidos, ótimo. Mas, não é esse o grande objetivo. O objetivo é que as apreensões sejam realmente feitas pelos órgãos de segurança pública”, explicou o comandante da 4ª brigada.
Não há previsão da realização de uma nova operação Ágata, que acontece anualmente, até o momento. No entanto, o comando destacou que novas operações podem vir a acontecer dentro do entendimento de necessidade do Ministério da Defesa no que diz respeito ao patrulhamento da faixa de fronteira. “Agora voltamos a rotina normal e com atuações pontuais junto aos demais órgãos de segurança pública, conforme houver necessidade”, finalizou o general.


