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domingo, 18 de outubro, 2026

Operação da PF prende três e faz buscas no Ministério do Turismo

26/10/2017 11h

. As fraudes somam cerca de R$ 5,5 milhões.

Jornal do Brasil

A Polícia Federal prendeu três pessoas nesta quinta-feira (26) em operação contra a lavagem de dinheiro no Rio Grande do Norte. Batizada de Lavat, a ação é um desdobramento da Operação Manus, que levou o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves à prisão. Um dos detidos desta quinta-feira é funcionário do Ministério do Turismo.

Foram presos o assessor de Henrique Alves, Aluísio Henrique Dutra de Almeida, o chefe da assessoria parlamentar do Ministério do Turismo, Norton Domingues Masera, e José Geraldo Moura Fonseca Júnior.

Foram alvos de condução coercitiva Domiciniano Fernandes da Silva e Fernando Leitão de Moraes Júnior.

A operação conta com 110 policiais federais cumprindo 27 mandados judiciais, sendo 22 mandados de busca e apreensão, três de prisão temporária e dois de condução coercitiva em Natal, Parnamirim, Nísia Floresta, São José de Mipibu e Angicos, todas cidades potiguares.

Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na sede da Inter TV Cabugi, em Natal, onde Herman Ledebour, assessor de Henrique Alves, é diretor administrativo financeiro. Em nota, a direção da TV informou que Herman é procurador e representante de Henrique, que é sócio minoritário da emissora.

A operação foi batizada de Lavat em referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”: “uma mão esfrega a outra; uma mão lava a outra”.

Investigação

De acordo com os investigadores, durante a análise do material obtido na primeira operação foram encontradas “fortes evidências” de que outras pessoas ligadas à mesma organização criminosa deram continuidade à pratica de crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de valores para o chefe do grupo.

O Ministério do Turismo informou, por meio de nota, que o servidor será exonerado e que vai colaborar com a Polícia Federal “para que os fatos sejam apurados com correção”.

A PF informa ainda que identificou esquema criminoso que fraudava licitações em diversos municípios do Rio Grande do Norte para obter contratos públicos. As fraudes somam cerca de R$ 5,5 milhões “para alimentar a campanha ao governo do estado de 2014”.

Operação da PF prende três e faz buscas no Ministério do Turismo

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