A Força-Tarefa Previdenciária no estado do Piauí deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Paredão, com o objetivo de desarticular organização criminosa suspeita de saques indevidos de benefícios previdenciários e assistenciais de titulares falecidos ou fictícios. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva nos municípios de São Luís e Vitorino Freire, no Maranhão. A ação foi conduzida pela Polícia Federal e contou com a colaboração da CGINP do Ministério da Previdência Social (MPS).
As investigações apontaram que o grupo estaria em posse de diversos cartões bancários e fraudava sistemas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) mediante inserção de documentos falsos, alteração de dados cadastrais e de locais de pagamento, com o objetivo de viabilizar a concessão e a manutenção do recebimento indevido dos benefícios. Com o apoio do Banco do Brasil, foi possível identificar 24 benefícios ligados ao grupo criminoso.
Além disso, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores dos investigados, no montante aproximado de R$ 1,076 milhão, bem como a suspensão dos benefícios previdenciários relacionados ao esquema. Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato majorado, falsidade ideológica e uso de documento falso.
De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), identificou-se um prejuízo estimado superior a R$ 1,7 milhões em valores pagos indevidamente. A economia projetada, com a interrupção das fraudes, supera R$ 1,9 milhão em pagamentos futuros que deixarão de ser realizados, considerando-se a expectativa de sobrevida do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).
Além disso, a justiça determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o montante de R$ 1.076.631,38, além da suspensão dos benefícios previdenciários relacionados ao esquema.
Há 26 anos, a Força-Tarefa Previdenciária é integrada pelo Ministério da Previdência Social e pela Polícia Federal, que atuam em conjunto no combate a crimes estruturados contra o sistema previdenciário. No Ministério da Previdência Social, cabe à Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social detectar e analisar os indícios de crimes e fraudes organizadas.

