01/11/2015 16h
Texto e fotos: Nivalcir Almeida
Divulgação: Dora Nunes
Aparentemente, o cemitério é um lugar em que a maioria das pessoas prefeririam deixar por último no caso de uma visita para conhecer detalhes do passado de uma comunidade, cidade ou região. Porém, trata-se de um local em se pode iniciar, continuar ou até mesmo concluir um trabalho de pesquisa sobre vários temas.
Em Ponta Porã, por exemplo, a documentação existente desde a década de 1930 sobre os sepultamentos no cemitério público mantido pela Prefeitura, nos proporciona meios para ter contato com uma série de informações, como índices de mortalidade, causas dos falecimentos, perfil de quem morreu (idade, sexo, condição social, etc.) além dos nomes e sobrenomes das famílias mais comuns e tradicionais. Um olhar mais atento também pode observar as condições da estrutura de saúde existentes em épocas passadas, nomes dos profissionais desta área, entre outros detalhes.
Tudo isso pode ser visto em alguns volumes da documentação do Cemitério Municipal Cristo Rei de Ponta Porã. Os livros cujo início dos registros ocorre na década de 1930 estão guardados na Prefeitura. Neles é possível identificar nomes dos falecidos, datas dos sepultamentos, causas das mortes, idade, sexo, profissão e os nomes dos médicos que atestaram os óbitos.
Nomes de médicos como Dr. José de Simone Neto (hoje denominação do Hospital Regional de Ponta Porã), Dr. José Issa, Asturio Marques, Nushihito Ramos, aparecem com frequência nos registros de sepultamentos dos anos da década de 1960.
Também são encontrados os registros dos títulos de aforamento perpétuo, assinados por ex-prefeitos como Pedro Manvailler, Helio Peluffo, Dr. João Portela Freire e Aires Marques, entre outros.
São documentos fundamentais para a obtenção de informações riquíssimas sobre o nosso passado. E, por isso, devem ser melhor analisados por pessoas que atuam nas pesquisas históricas. Um acervo tão rico que surpreende muitas pessoas. O secretário de comunicação social do município, Ricardo Zacarias, que nos auxiliou na busca destes documentos, pôde ver nomes e familiares como de seu tio, o médico Nushihito Ramos, atestando óbitos na década de 1960.
Uma boa notícia: todos os exemplares observados durante a produção desta reportagem estão bem conservados no Paço Municipal.

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