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quarta-feira, 29 de julho, 2026

PAC 2024: MS registra R$ 149 bilhões de receita bruta e cerca de R$ 5 bilhões em pagamentos de salários, retiradas e outras remunerações

Essas informações são indispensáveis para a análise e o planejamento econômico das empresas do setor privado e dos diferentes níveis de governo.

PAC 2024 adota novo critério de seleção de empresas e interrompe comparabilidade da série histórica

A edição de 2024 da Pesquisa Anual de Comércio (PAC) marca uma quebra de série histórica devido à mudança na metodologia utilizada para identificar as empresas ativas que compõem o Cadastro Básico de Seleção (CBS) da pesquisa.

Desde o início da série, em 1996, a principal fonte para definição das empresas ativas era a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Inicialmente, todas as empresas registradas na RAIS eram consideradas ativas. A partir de 2007, passou-se a utilizar o indicador de atividade declarado na própria RAIS, incluindo apenas as empresas que informavam estar em operação.

Com a substituição gradual da RAIS pelo eSocial e a retirada do indicador de atividade da RAIS a partir de 2024, tornou-se inviável manter o critério anterior. Por isso, o IBGE adotou uma nova metodologia para identificar empresas ativas, baseada na combinação de informações de pessoal ocupado e do envio recente de declarações fiscais.

Pelo novo critério, uma empresa é considerada inativa quando, simultaneamente, possui menos de cinco pessoas ocupadas, não registra empregados com vínculo formal e não apresentou determinadas declarações fiscais nos últimos anos.

Essa alteração metodológica provoca uma ruptura na comparabilidade direta dos resultados da PAC a partir de 2024, com impacto concentrado principalmente no segmento das empresas de menor porte, especialmente aquelas com menos de cinco pessoas ocupadas.

Assim, as análises de evolução temporal dos indicadores devem considerar essa mudança metodológica para evitar interpretações equivocadas sobre o desempenho do setor comercial. MS tinha 24.130 Unidades Locais (ULs) de empresas comerciais em 2024

O número de unidades locais de comércio (lojas) com receita de revenda em Mato Grosso do Sul em 2024 foi de 24.130, o que colocou o estado na 16a posição entre as Unidades da Federação.

Quadro 1 – Número ULs de empresas comerciais por divisão de comércio e grupo de atividade – MS – 2024 (unidades)

Divisão de comércio e grupo de atividade 2024
1.Total 24.130
2.Comércio de veículos automotores e motocicletas 3.298
3.Comércio por atacado 4.208
4.Comércio varejista 16.624
Fonte: IBGE – Pesquisa Anual do Comércio

Mais de 70% dos empregados do comércio atuam no varejo

Em 2024, as empresas comerciais de Mato Grosso do Sul empregaram 148.272 pessoas, das quais 70,31% atuavam no comércio varejista, 17,21% no comércio por atacado e 12,47% no comércio de veículos automotores e motocicletas. O estado também se destacou nacionalmente pela elevada participação de trabalhadores nesse último segmento, ocupando a 4a posição entre as Unidades da Federação (UFs). O maior percentual foi registrado em Mato Grosso (13,28%), enquanto o Amapá apresentou a menor participação (5,83%).

Salário médio mensal do comércio em MS ficou em 1,8 salário mínimo

Em 2024, as empresas comerciais de Mato Grosso do Sul pagaram, em média, 1,8 salário mínimo (s.m.) por trabalhador, colocando o estado entre as sete UFs com os maiores salários médios do setor, o maior rendimento médio foi registrado em São Paulo (2,3 s.m.).

Entre os segmentos do comércio, o comércio por atacado registrou a maior remuneração média mensal (2,7 s.m.), seguido pelo comércio de veículos automotores e motocicletas (2,0 s.m.) e pelo comércio varejista (1,6 s.m.).

Comércio varejista concentrou mais de 60% dos salários e remunerações pagos pelo setor em Mato Grosso do Sul

Em 2024, as empresas de comércio em Mato Grosso do Sul pagaram cerca de R$ 5,0 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. O setor de comércio varejista tinha a maior participação (61,1%), seguido pelo comércio por atacado (25,0%) e pelo comércio de veículos automotores e motocicletas (13,8%).

No Brasil, o valor pago em salários, retiradas e outras remunerações foi de R$ 369,2 bilhões. No comparativo entre as UFs, Mato Grosso do Sul ocupa o 15o lugar, com participação de 1,34%. As três primeiras posições são ocupadas por São Paulo (35,9%), Minas Gerais (9,06%) e Paraná (7,8%). Acre ocupa o último lugar no ranking, com participação de 0,18%.

Atacado lidera faturamento do comércio em MS, que responde por 16% da receita regional

A atividade comercial em MS gerou R$ 149,0 bilhões de receita operacional bruta. Do montante total de 2024, R$ 76,8 bilhões (51,6%) vieram do comércio por atacado, R$ 59,8 bilhões (40,1%) do comércio varejista e R$ 12,3 bilhões (8,3%) do comércio de veículos automotores e motocicletas. Os valores fizeram com que MS passasse de uma participação de 15,3% na receita bruta do Centro-Oeste em 2014, para uma participação de 16,0% em 2024, perfazendo um aumento de 1,1 p.p.

No ranking entre as UFs, Mato Grosso do Sul ficou na 15a posição, com 1,78% de participação no valor nacional. As duas primeiras posições ficaram com São Paulo (28,7%) e Minas Gerais (9,9%). A última posição foi ocupada pelo Acre, com 0,15%.

Atacado respondeu por metade da margem de comercialização gerada pelo setor no estado

A margem da comercialização, definida pela diferença entre a receita líquida de revenda e o custo de mercadorias vendidas chegou a R$ 23,7 bilhões em 2024. Desse total, o atacado foi responsável por 49,9%, o varejo por 39,7% e o comércio de veículos automotores e motocicletas por 10,4%.

Fonte: MS-Atendimento