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sábado, 17 de outubro, 2026

Padrasto é suspeito de estuprar enteada

31/01/2014 14h30

Adolescente teria engravidado do homem, que alega que as relações eram consensuais. Outras duas meninas teriam sido abusadas

Jornal O Hoje

Preso na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Goiânia o auxiliar de motorista, A.C.S.J, de 32 anos, suspeito de abusar sexualmente das três enteadas de 15, 12 e 8 anos. Os crimes teriam acontecido ao longo do ano passado. A.C.S.J foi casado por seis anos com a mãe das vítimas, mas estavam separados há quatro meses. O casal teve, juntos, três filhos.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Simelli Lemes, houve conjunção carnal apenas com a adolescente que, na época dos abusos, tinha 14 anos. Em depoimento, as meninas de 12 e 8 anos afirmaram que foram acariciadas pelo padrasto várias vezes, mas que não houve relação sexual. De acordo com a delegada, apesar de terem ocorrido somente atos libidinosos, o suspeito pode ser indiciado por estupro.

O caso foi denunciado depois que a jovem de 15 anos descobriu estar grávida. Morando com o namorado há quatro meses, ela pensou inicialmente que o filho era do companheiro, mas ao realizar um exame de ultrassom descobriu que o tempo gestacional remetia à época dos abusos. A garota resolveu então contar para a mãe o que havia acontecido, que denunciou o ex-marido.

Os abusos, de acordo com as vítimas, aconteciam na casa onde moravam, no bairro São Carlos, no período vespertino, quando o suspeito ficava sozinho com as meninas. Uma das crianças chegou a dizer que já viu o padrasto acariciando a irmã mais velha de madrugada no quarto onde dormiam. A.C.S.J negou as acusações.

A delegada conta que ele confirmou apenas as relações com a adolescente, mas alega que foram consentidas e que eles mantinham um relacionamento, o que não foi confirmado pela jovem. “A jovem contou que manteve conjunção carnal com ele mediante ameaça e que ele era bastante agressivo”, explica a delegada. A menina, quando tinha 10 anos, já havia sido abusada sexualmente pelo tio, que foi denunciado e preso.