14/05/2014 13h30
Segundo as investigações, Edelvania Wirganovicz recebeu dinheiro pela participação no crime.
G1
A polícia do Rio Grande do Sul concluiu o inquérito do caso Bernardo Boldrini, o menino encontrado morto, no mês passado, depois de dez dias desaparecido. O pai dele, a madrasta e uma amiga do casal foram indicados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O inquérito tem 11 volumes e duas mil páginas. O médico Leandro Boldrini, a mulher dele, Gracieli Ugolini, e a assistente social Edelvania Wirganovicz foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil, mediante pagamento ou recompensa, e sem chance de defesa por parte da vítima.
Segundo as investigações, Edelvania recebeu dinheiro pela participação. “Restou comprovado que Edelvania de fato, os R6 mil que ela disse que teria recebido previamente efetuou o pagamento da parcela do seu apartamento”, disse a delegada Cristiane Braucks.
A polícia afirma que Leandro e Graciele foram os mentores do crime e apresentou uma receita que teria sido assinada por ele, em nome de Edelvania, para a compra de Midazolam, o remédio usado para dopar Bernardo.
“Esta receita médica era dele. O medicamento Midazolam, que foi provavelmente a causa da morte, que foi ministrado, saiu da sala de endoscopia onde ele trabalhava. A secretária dele sentiu falta de ampolas desse medicamento”, afirmou a delegada Caroline Bamberg Machado.
Uma perícia ainda vai determinar se foi Leandro mesmo quem preencheu e assinou o documento.
Uma outra prova apresentada pela polícia foi o depoimento de uma testemunha, amiga do casal. Ela disse que, em janeiro, foi procurada por Graciele, a madrasta. Nessa conversa, Graciele disse que ela e Leandro queriam que Bernardo morresse
“Relatou várias vezes que ela e Leandro queriam matar o Bernardo, que Leandro ainda não tinha matado Bernardo, porque não tinham um poço. Porque para resolver a situação do Bernardo era botar ele no fundo do poço ou enterrá-lo”, acrescentou a delegada Caroline.
Em Três Passos, moradores fizeram uma caminhada até o fórum da cidade e a casa de Bernardo.
O advogado de Leandro Boldrini disse que a polícia não apresentou nenhuma prova concreta contra o médico.
O Jornal Nacional não conseguiu contato com o advogado de Graciele Ugolini. E o de Edelvânia Wirganovicz não quis se manifestar.
A polícia ainda investiga a participação do irmão de Edelvania no crime. Evandro Wirganovicz foi preso no sábado.

