18/03/2014 21h30
Uma das grandes preocupações é evitar que os agrotóxicos, usados para proteção das culturas contra os ataques de pragas, doenças e plantas daninhas, possam contaminar o meio ambiente
Divulgação (TP)
O ciclo de palestras da Feira de Tecnologia da Fronteira – (Frontec), que está acontecendo junto com as comemorações da 40ª Exposição Agropecuária (Exporã), trouxe na noite do dia (17), a palestra “Comportamento Ambiental de Agrotóxicos e Contaminação Ambiental”, proferida pelo Engenheiro Agrônomo Rômulo Penna Scorza Júnior – Ph.D. em Ciências Ambientais, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste – Dourados/MS. Realizada para 150 convidados.
Uma das grandes preocupações é evitar que os agrotóxicos, usados para proteção das culturas contra os ataques de pragas, doenças e plantas daninhas, possam contaminar o meio ambiente. Após aplicação desses produtos, grande parte é depositada no solo podendo ser transportada para a água subterrânea e/ou superficial. Assim, há uma urgente necessidade em avaliar o destino ambiental dos agrotóxicos atualmente em uso na agricultura.
Estudos têm sido realizados buscando avaliar o comportamento ambiental de alguns agrotó-xicos para as condições brasileiras de solo e clima, para avaliar a lixiviação (movimento do agrotóxico no perfil do solo juntamente com a água da chuva) e persistência de alguns agrotóxi-cos utilizados na cultura da soja.
Esses experimentos são bastante onerosos, já que demandam análises e equipamentos labora-toriais de alto custo, além de mão de obra especializada. Além disso, as conclusões obtidas nes-ses experimentos são aplicadas, geralmente, para um determinado tipo de solo, cultura, condi-ções climáticas.
Diante do grande número de agrotóxicos atualmente no mercado e dadas as diferentes condi-ções climáticas e de solo (cenários agrícolas) que esses produtos deveriam ser estudados, com objetivo de avaliar o comportamento ambiental, inúmeros experimentos deveriam ser realizados demandando grande quantidade de recursos financeiros, mão de obra e tempo.
Pesquisadores no mundo inteiro têm somado esforços para criar programas de computador que reproduzam o comportamento ambiental dos agrotóxicos nas condições em que são usados. Assim, através de um programa de computador, é possível predizer se um determinado agrotó-xico, em uma determinada condição de solo e clima, poderá contaminar, por exemplo, águas superficiais e/ou subterrâneas.
Alguns países têm, inclusive, tornado o uso desses programas de computador obrigatórios durante a avaliação da periculosidade ambiental de um novo agrotóxico. As principais vanta-gens na utilização desses programas de computador durante a avaliação da periculosidade ambi-ental dos agrotóxicos são: – baixo custo, maior rapidez na avaliação e obtenção dos resultados, maior representatividade nas avaliações.
Para o presidente do Sindicato Rural e pecuarista, Jean Pierre Paes Martins, “palestras com esse conteúdo ensinam aos produtores rurais os riscos ambientais na utilização inadequada de agrotóxicos. A contaminação do lençol freático, por exemplo, pode ser evitada se o produtor, sempre que fizer uso de agrotóxicos, faça acompanhado por um engenheiro agrônomo”, finalizou Jean Paes.


