16/10/2016 23h
Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, concedeu entrevista após o jogo em Porto Alegre e comentou o pênalti que abriu os caminhos para a vitória do Palmeiras em Florianópolis, contra o Figueirense.
UOL
A vitória por 2 a 1 sobre o Figueirense neste domingo (16) foi importantíssima para o Palmeiras, que volta a ter quatro pontos de vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro. O resultado dá ainda mais confiança aos atletas do Alviverde, mas a empolgação é deixada para a torcida.
“O torcedor pode se empolgar, falar o que pensa, mas a gente mantém os pés no chão”, afirma Jean, autor dos dois gols da vitória palmeirense, ao canal Premiere. A torcida presente no Orlando Scarpelli seguiu o conselho do jogador e durante a entrevista chegou a cantar “é campeão”.
Grande destaque do triunfo, Jean abriu o placar convertendo pênalti e ampliou minutos depois com chute preciso no canto direito. Desta vez ele foi usado por Cuca no meio-campo, e não na lateral, e diz estar mais do que acostumado com a função. “É minha posição de origem. Desde a base sempre joguei de meia, chegando no ataque. Estou muito feliz pelos dois gols, quase tive mais chances até. O mais importante é que nos momentos certos consegui fazer os gols”, comemora.
Parceiro de Jean no setor, Moisés também teve boa atuação. “Nada como um jogo após o outro. Sabíamos da tensão de ganhar aqui, com muitos achando que o Palmeiras ia tropeçar”, afirma o meio-campista, que prega atenção no caminho até a taça. “Vamos jogo a jogo para ganhar esse campeonato.”
O Flamengo perdeu para o Internacional por 2 a 1, neste domingo, e se distanciou da liderança do Campeonato Brasileiro – a diferença para o primeiro colocado agora, o Palmeiras, é de quatro pontos, restando sete rodadas para o fim do torneio. O foco de dirigentes rubro-negros, no entanto, foi um jogo longe do Beira-Rio.
O presidente do clube da Gávea, Eduardo Bandeira de Mello, concedeu entrevista após o jogo em Porto Alegre e comentou o pênalti que abriu os caminhos para a vitória do Palmeiras em Florianópolis, contra o Figueirense.
“Eu ia mostrar para alguns de vocês o pênalti que resultou no primeiro gol do Palmeiras. Eu acho não, eu sei que não foi pênalti. Se isso foi pênalti, o Guerrero sofre uma dúzia de pênaltis por jogo”, esbravejou Bandeira, enquanto tentava mostrar lance em Gabriel Jesus no celular para os presentes. “Parece que houve um outro lance importante também não marcado, um pênalti para o Figueirense. Mas fazer o que? Está sendo assim desde o início do campeonato”, completou.
Inconformado com os rivais alviverdes, ele não poupou críticas e cutucou Paulo Nobre. “Quero ver se o pênalti vai gerar coletiva e tudo mais”, disse, lembrando a entrevista de cartolas palmeirenses na última sexta-feira (13).
“As pessoas vão para a imprensa, convocam coletiva. O que aconteceu hoje não mancha a imagem? Estou falando dele (Paulo Nobre), sim. Foi ele que falou em pouca vergonha, disse que dirigentes ligaram por conta da nossa pressão. Que pressão? Sou incompetente, então. Em 31 rodadas, não consegui ser beneficiado uma vez”, esbravejou.
Por fim, o incomodado Eduardo Bandeira de Mello ainda debochou da matéria da TV Globo neste domingo que mostrou uma leitura labial sugerindo interferência externa no polêmico Fla-Flu da última quinta. “Quem sabe esse pênalti do Palmeiras hoje [domingo] também mereça uma matéria no Esporte Espetacular, uma leitura labial. No clássico, no Fla-Flu, foi uma vitória cristalina. Ainda acontece isso de leitura labial, outras coisas”.
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