21/08/2017 13h10
Familiares tentam localizar rapazes por conta própria
Midiamax
A cada nova pista familiares de Rodney Campos dos Santos, de 27 anos e Edney Bruno Ortiz, de 20 anos, vão as ruas para procurá-los. Eles estão desaparecidos há 9 dias e além de lidar com a dor e a incerteza do que aconteceu com os jovens, a família ainda precisa conviver com boatos e ‘pistas falsas’ sobre o paradeiro dos irmãos.
Desde o sábado (12), quando foram vistos pela última vez em uma abordagem do DOF (Departamento de Operações de Fronteiras), a família espera por notícias. Cansados de esperar pelo poder público, os parentes decidiram fazer buscas por conta própria.
Todos os dias recebem novas informação de ‘denunciantes’, e cada uma é verificada pela família. O problema, segundo Rosimeire Rosa da Silva Ortiz, de 41 anos, mãe de Edney e madrinha de Rodney, são as pistas falsas. “Somos em todos os lugares que alguém falou que viu eles, ou que eles passaram, mas até nenhum vestígio. Só boatos de alguém sem coração. É só dor e lagrimas nessa casa”, lamenta.
Para a comerciante, o caso é tratado com descaso pela polícia. “Eles sabem onde meus filhos estão, é por isso que não fazem buscas”. Enquanto isso, parentes próximos de Rodney e Edney estão sendo chamados para prestar depoimento. “Eu não entendo porque estão chamando a gente para depor, eles sumiram na rua, não em casa, se tivessem sumido em casa nem estaríamos procurando”.
Em entrevista ao Midiamax, Rosimeire já tinha exposto as dúvidas sobre a versão apresentada pelos policiais que fizeram a abordagem aos rapazes em um posto de combustível da MS-164, em Ponta Porã. “Não acreditamos que os policiais liberaram os meninos e é fato que eles têm alguma a coisa a ver com o sumiço deles. Existe o vídeo que é uma prova de que os policiais estavam com eles e depois simplesmente nunca mais foram vistos”.
Segundo delegado responsável pelas investigações, Marcio Shiro Obara da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios), as diligências para localizar os irmãos continuam. Detalhes sobre o caso não foram repassados para não atrapalhar o trabalho da polícia.
Em nota o DOF explicou que afastou dos policiais envolvidos na abordagem e abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apuração dos fatos.


