06/01/2015 07h
O ato é na verdade um “prelúdio” para uma manifestação marcada para esta sexta (9),
UOL
À véspera do novo aumento nas passagens do transporte público, o MPL (Movimento Passe Livre) de São Paulo realizou na tarde desta segunda (5) um encontro, chamado de aula pública, abaixo do Viaduto do Chá, próximo ao prédio da Prefeitura, para expor seus argumentos contra a nova tarifa de R$ 3,50 para ônibus, trens e metrôs da cidade.
O ato é na verdade um “prelúdio” para uma manifestação marcada para esta sexta (9), no Teatro Municipal, para protestar contra a medida da prefeitura, responsável pelo aumento nos ônibus, e o governo estadual, que encarecerá trens e metrôs.
O Movimento Passe Livre, como diz o nome, luta pela gratuidade do transporte público e foi uma das principais organizações envolvidas nos protestos de junho de 2013 contra o então anunciado aumento de R$ 0,20 nas passagens.
Após os atos, que reverberaram em todo o país, prefeituras e governos revogaram seus respectivos aumentos. Este é o primeiro aumento anunciado para o transporte público em SP desde então.
De acordo com Erica de Oliveira, representante do Passe Livre, o movimento baseia a crítica ao novo aumento na recente auditoria da prefeitura de São Paulo, que apontou um lucro de 18,6% das empresas de ônibus em 2014.
“É uma porcentagem alta para o setor, que em média deveria ser de 7%. O secretario de Transportes [Jilmar Tatto] declarou que iria fazer com que os empresarios revisem o lucro, só que o prefeito e o governador nos deram um aumento mesmo assim”, afirma Erica.
A prefeitura concederá, a partir de fevereiro, tarifa zero para estudantes da rede pública e de baixa renda nos ônibus municipais, mas haverá um limite de 48 viagens por mês para cada aluno. Vencida a cota, o usuário deverá pagar R$ 3,50 por deslocamento.
Para Erica, essa medida não deverá enfraquecer a reivindicação do MPL. “No Rio já tem passe livre para estudantes há algum tempo e ainda contou com grandes manifestações contra aumentos. Além disso, a gratuitade beneficia uma parcela pequena, enquanto a tarifa maior aborda pelo menos metade da população”, defende Erica.


