14/04/2016 09h20
Após tumulto em presídio, ônibus são incendiados e um apedrejado
A operação na penitenciária Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima, aprendeu 61 celulares, chips, drogas e anotações da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O pente-fino foi realizado na tarde de ontem (dia13) em Campo Grande e na madrugada desta quinta-feira dois ônibus foram incendiados. A suspeita é de retaliação da facção.
De acordo com o diretor-presidente da Agepen ( Agência Estadual Administração do Sistema Penitenciário), Ailton Stropa Garcia, a maior revolta foi no pavilhão com membros do PCC. Contudo, afirma que ainda vai tomar conhecimento da situação dos ônibus.
Sobre os documentos da facção, ele afirma que são importantes e a polícia pode fazer planejamento de operações. Stropa afirma que foi um pente-fino de rotina. A vistoria foi feita por agentes penitenciários e por um grupo da diretoria penitenciária de operações especiais do Distrito Federal. “Os presos ficaram exaltados e foi preciso usar bombas de efeito moral”, relata o diretor. Três internos foram isolados.
O trabalho dentro do presídio, no Jardim Noroeste, resultou na apreensão de 61 celulares, 30 chips, três cartões de memória, 70 garrafas de bebida artesanal, 118 papelotes de maconha, 183 papelotes de cocaína e 17 papelotes de pasta-base. Parentes dos presos se concentraram ontem em frente ao presídio e reclamaram que a ação foi truculenta.
Atentados –
Conforme a Polícia Miliar, o primeiro caso ocorreu na Rua Expedicionário Alcindo Jardim Chagas, no Jardim Aero Rancho. Lá, um coletivo foi totalmente destruído pelo fogo.
Por volta de 1h, um ônibus de uma igreja também foi incendiado na Rua Hafan Felício, no Jardim Campo Nobre, região Sul. O veículo pertence a igreja da Paz Filadélfia e estava estacionado na rua, porque seria levado de manhã para passar por manutenção em uma oficina.
O fogo foi ateado no meio do veículo, que ficou totalmente destruído. Testemunhas ainda tentaram conter o fogo, mas não conseguiram. Segundo o Corpo de Bombeiros, para cada ocorrência foram utilizados cerca de 5 mil litros de água. Um ônibus também foi apedrejado no Bairro São Conrado.
Ontem, por volta das 17h, presos de duas celas do pavilhão 2 do Presídio de Segurança Máxima, entre eles membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) não aceitaram passar por uma operação pente fino e iniciaram um principio de motim.
fonte: Correio do Estado



