12/03/2016 15h40
Destinado aos pequenos produtores e empreendedores rurais, técnicos agrícolas, acadêmi-cos, entre outros, a Frontec é uma feira, realizada durante a 42ª Exporã, onde são apresenta-das palestras técnicas, fóruns de discussão, workshops ligados ao setor do agronegócio.
Divulgação: Dora Nunes
Dentro do ciclos de workshop destinados a pequenos produtores rurais e ao agronegócio, foi realizada no último dia 7 de março no Parque de Exposições “Alcindo Pereira”, durante a 42ª Exporã (Exposição Agropecuária), a palestra “Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS”, ministrada pela equipe do Programa Mais Leite.
Um público de aproximadamente 90 convidados, tiveram a oportunidade de conhecer o tra-balho de assistência técnica realizado por uma equipe do programa Mais Leite no Mato Grosso do Sul do Senar/MS – (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), no distrito de Nova Itamara-ti, em Ponta Porã. Os números apresentados, relativos às atividades de 2015, comprovam a efi-ciência da metodologia de ATeG – Assistência Técnica e Gerencial.
O cenário de baixa produtividade dos produtores de leite do estado de Mato Grosso do Sul levou o Senar/MS a criar um programa de ATER – (Assistência Técnica e Extensão Rural) com o objetivo de incrementar a produção na cadeia leiteira sul-mato-grossense. Os pequenos produ-tores rurais, em especial aqueles da agricultura familiar e de pequeno porte, necessitam de re-cursos acessíveis e permanentes que auxiliem e informem o nível de qualidade e tecnificação de seu manejo e sistema produtivo.
No ano de 2014, o programa Mais Leite atuou com 06 produtores, no distrito de Nova Itama-rati, com o objetivo de desenvolver a cadeia produtiva do leite e intensificar o estímulo à quali-dade do produto no Itamarati. Foi fornecido 198 litros de leite no período da seca, e 267 litros no período das águas.
Já no ano de 2015, 310 litros de leite no período de seca, e 423 litros de leite no período de chuvas, um aumento médio em torno de 40%. A metodologia de trabalho advinda do Sistema CNA/Senar tem como base a meritocracia, aliando consultorias (gerencial e técnica) mensais e capacitações bimestrais dos produtores.
Com aumento médio de 40% na produtividade do leite e até 150% na rentabilidade, os pro-dutores assistidos destacaram a importância do atendimento técnico do Senar/MS. Um dos de-poimentos veio da produtora familiar Celina David, que se dedica à produção leiteira há 10 anos. “Quando a Dra. Fernanda (técnica de campo) começou a nos atender, a produção era de 17 litros diários e, após alguns meses, chegamos a 45 litros com o mesmo número de animais. O que mais me chamou atenção foram as orientações, simples e eficientes”, observa.
Segundo a coordenadora de programas de ATeG do Senar/MS, Mariana Urt, a afirmação da participante confirma a missão da metodologia proposta pela instituição. “O objetivo do nosso trabalho é oferecer ao produtor participante condições técnicas para que ele possa desenvolver sua produção com qualidade e rentabilidade. Por isso, nossa equipe trabalha com diagnóstico, capacitação e orientação de manejo”, detalha.
A técnica de campo do Senar/MS, a médica veterinária Dra. Fernanda Lopes, explica que o início do trabalho no assentamento foi complexo em razão da falta de conhecimento. “Observei que o manejo era feito de forma amadora e carecia de técnica e capacitação. Atualmente, acompanho que a transformação é visível, desde a aparência até nos investimentos realizados na propriedade, em razão do aumento na lucratividade”, pontua.
Ampliação de programas – Na oportunidade foram apresentadas as diretrizes do programa Hortifrúti Legal, que atualmente está presente em 8 municípios, com 288 produtores assistidos. O presidente da Associação de Hortifrutigranjeiros do distrito de Nova Itamarati, Luiz Antônio Dias Monteiro, acompanhou a explanação com interesse e afirmou que há muitas famílias inte-ressadas em profissionalizar a produção. “Somamos 120 famílias com produção de vegetais e hortaliças, no entanto, temos carência de técnicas. O que sabemos aprendemos com nossos pais
e, por isso, estamos animados com a possibilidade de participar do programa do Senar/MS”, declara.
Monteiro ressalta que, entre os associados, 30 se dedicam exclusivamente à produção de hor-tifrutigranjeiros. O objetivo é mobilizar mais famílias, já que existe possibilidade de escoamento via programas federais como o PAA – (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE – (Programa Nacional de Alimentação Escolar), ambos do Ministério de Combate a Fome. “Há três anos fornecemos produtos para a prefeitura, porém, não temos condições de pagar por as-sistência técnica”, argumenta.
Sobre a Frontec: A Frontec está sendo realizada graças às parcerias entre a Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul – (Sistema Famasul); Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS); Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS); Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS); Sindicato Rural de Ponta Po-rã; Prefeitura Municipal de Ponta Porã e Parque Tecnológico Internacional (PTin).


