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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Perícia faz nova varredura em casa de sindicalista morta e apreende xícara, pastas e fotos reviradas

Idosa foi encontrada na casa dela, de bruços na cozinha, com o local cheio de sangue e uma cruz nas costas e um terço na lombar, de acordo com a polícia em MS.

04/09/2018 10h50 -G1MS

Aperícia criminal, ao fazer uma nova varredura na casa da professora aposentada e sindicalista Maria Ildonei de Lima Pedra, de 70 anos, apreendeu xícara, pastas e fotos, que teriam sido mexidas pelo suspeito. Além disso, foram encontrados na sala os dois aparelhos da vítima, danificados e sem as baterias. Houve também a coleta de dados nestes objetos, não sendo nada constatado até o momento, segundo a polícia.

Em um primeiro momento, investigadores do Grupo de Operações e Investigações (GOI) foram ao local e acionaram a família, com a intenção de coletar possíveis vestígios. Durante as buscas, no último domingo (2), eles encontraram os celulares, sendo um deles um aparelho funcional da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), local em que a vítima autava como sindicalista.

Ao G1 o delegado Giuliano Carvalho, responsável pelas investigações, diz que o caso é investigado sob sigilo e que nenhum suspeito foi identificado, até o momento. Além da 6ª Delegacia de Polícia, policiais do GOI também foram acionados e a Delegacia Especializada em Repressão à Homicídios (DEH).

Entenda o caso
Foi o filho da idosa, Cristiano de Lima, que foi ao imóvel no Jardim Leblon, na noite de sábado (1°). Ele conta que não entende o motivo do crime, ressaltando que a mãe estava atuando na política, porém não soube de nenhuma ameaça. Segundo o boletim de ocorrência, ele estranhou o fato da mãe não atender nenhuma ligação durante o dia e então chegou na casa dele, por volta das 19h30 (de MS).

Cristiano estava acompanhado do filho de 7 anos. Ele também possuía a cópia das chaves e constatou que o portão estava aberto. Já no interior do imóvel, percebeu que o aparelho de ar condicionado estava ligado e com as luzes apagadas. A vítima, no entanto, estava na cozinha. Ele então deixou o filho em um vizinho e voltou ao imóvel, acionando socorro.

“Ela estava de bruços na cozinha, com o local cheio de sangue e uma cruz nas costas e um terço na lombar. O homem a arrumou toda e depois saiu do imóvel”, explicou na ocasião o delegado Danilo Mansur, plantonista da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga. No corpo da idosa, a perícia encontrou perfurações no pescoço e tórax.

O caso foi registrado como homicídio.

Professora aposentada e sindicalista foi assassinada na casa dela, em Campo Grande (Foto: Reprodução/TV Morena)