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sábado, 17 de outubro, 2026

Periferia Viva avança com urbanização nas favelas e comunidades

Brasília (DF) – O Programa Periferia Viva, da Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades, vai iniciar 2026 com 100% das operações do Novo PAC – Urbanização de Favelas aptas a receber nova etapa no processo para início das obras. Todos os municípios apresentaram documentação que garante a retirada total ou parcial da condição suspensiva, ou seja, podem dar sequência à intervenção. 

O andamento das operações foi apresentado durante o encontro nacional da Rede Periferia Viva, que reúne, nesta quarta e quinta, em Brasília, todos os entes envolvidos na implementação do programa, no país. São representantes de 15 estados e 24 municípios, além dos parceiros institucionais que integram a rede. 

O programa de urbanização está com 48 operações em andamento em favelas e comunidades urbanas, das quais 14 já tiveram o Posto Territorial, local onde são realizadas as ações da obra, inaugurado e outras 16 prestes a inaugurar. 

“O encontro é para ressaltar que este é um programa que vai além da urbanização de favelas. Em 2026 é o ano que a maioria vai começar a executar obras e quase todos executando o plano de ação Periferia Viva, o instrumento de diálogo entre o território, com os entes locais e nós”, destacou Flavio Tavares coordenador Nacional do Programa. 

São R$ 10 bilhões de recursos direcionados para urbanização nas comunidades, pelo Novo PAC – Periferia Viva para comunidades de 80 cidades, em todas as regiões do Brasil.  Na primeira seleção, anunciada em 2024, foram R$ 5,3 bilhões, para 48 municípios, operações que estão com o status em avanço. Na segunda seleção, anunciada em 2025, mais R$ 4,7 bilhões, em 32 municípios. 

Processo participativo 

Na foto, moradora de João Pessoa apresenta dados de periferia da cidade.
Rossana Holanda, moradora do Porto do Capim, em João Pessoa. Crédito: JD Vasconcelos/MCID

Característica do Periferia Viva, a participação da comunidade em todas as etapas da operação, garante um processo transparente e o engajamento dos moradores. Exemplo é a atuação de Rossana Holanda, uma das lideranças da comunidade do Porto do Capim, em João Pessoa.  

Ela representa a quinta geração de uma família que resiste à retirada dos moradores da comunidade, que nasceu na ocupação das margens do rio por povos tradicionais. Além de atuar na luta, hoje integra a assessoria técnica em seu território, sendo o elo direto entre a obra e os moradores. 

“Sofremos ameaças de remoção, invalidação do nosso território como tradicional e outros PACs que só falavam em nos tirar de nosso lugar. O Periferia Viva vem e legitima a nossa luta, vai ao território, chega contratando pessoas da comunidade, ouvindo nossos anseios. Hoje o Porto do Capim pode dizer que será transformado pelo PAC da permanência”, afirma. 

CEP para Todos 

Servidores do ministério segurando placa do programa CEP PARA TODOS
Lançada segunda fase do CEP para Todos.Crédito: JD Vasconcelos/MCID

O encontro também marcou o início da segunda etapa CEP para TODOS, que está inserido no Programa Periferia Viva. A cidade de Mauá, que já foi selecionada pelo Periferia Viva, foi a primeira a assinar o termo de adesão para a nova fase. 

A primeira etapa, concluída em outubro, garantiu a implantação de um CEP único para todas as 12.348 favelas do país. Agora, inicia-se a fase de mapeamento interno nas comunidades, para levar endereçamento formal para ruas, vielas e becos, ou seja, por logradouro. A última fase será disponibilizar alguma espécie de serviço essencial dos Correios, com atendimento na comunidade.  

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Fonte: Ministério das Cidades