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Peugeot 208 Active Pack 2021: há luzes de LED no para-choque, mas os faróis vêm com lâmpadas convencionais
Carlos Guimarães/iG

Peugeot 208 Active Pack 2021: há luzes de LED no para-choque, mas os faróis vêm com lâmpadas convencionais


O esforço da Peugeot para conseguir que um hatch compacto da marca consiga o mesmo sucesso no Brasil que teve o 206, há 20 anos, tem agora uma chance de dar algum resultado. Com a versão Active Pack (R$ 79.290) do novo 208, vindo da Argentina, o compacto passa a ter preço e nível de equipamentos compatíveis com rivais como Hyundai HB20 Vision BlueLink (R$ 81.690) e Chevrolet Onix LTZ (R$ 74.690), todos automáticos de seis marchas.

Fazia mais de seis meses que não entrava em um Peugeot e foi bom rever jeito estiloso do novo 208 , tanto por dentro quanto por fora. Só pela parte estética, o hatch já merecia uma colocação melhor no ranking de vendas no Brasil, onde ocupa apenas a 39ª posição pelos números de março da Fenabrave (Federação dos Distribuidores de Veículos), na lanterna do segmento liderado pelo Onix no acumulado do ano.

Nesta versão intermediária do Peugeot 208 , o carro vem com itens como teto solar panorâmico, câmera de ré, volante multifuncional com a base o topo achatados, rodas de liga-leve de aro 16 com pneus 195/55R, controle eletrônico de estabilidade, duas entradas USB, central multimídia com tela sensível ao toque, entre outros.

Entre as principais diferenças em relação à mais equipada Allure (R$ 86.590), que custa R$ 6.300 a mais, temos o seguinte: faróis com lâmpadas convencionais no lugar das de LED, rodas sem acabamento diamantado, carregador de celular por fio (no lugar da indução), volante sem revestimento de couro, partida por chave (em vez de botão), bancos de tecido (e não couro) e dois airbags a menos.

Não senti muita falta de nada que o 208 Allure tem, apenas de um pouco mais de fôlego no motor 1.6 aspirado, tanto nas retomadas quanto ao acelerar mesmo em trechos de aclive bem leves. Fica claro que o carro conta com uma série de qualidades, mas não há como perdoar a apatia do Flex Start, o primeiro a não ter o famigerado “tanquinho de partida a frio”. São apenas razoáveis 15,5 kgfm de torque a altos 4.000 rpm, o que exige pisar com vontade no acelerador para conseguir um pouco mais de agilidade.

Se for dosar a pressão no acelerador em níveis civilizados vai precisar de paciência para esperar o carro começar a responder ao comando do pedal. Mas, pelo menos, o silêncio mantido pelo bom isolamento acústico não será quebrado. Além disso, o conforto também continuará, já que a suspensão ficou muito bem acertada , assim como a direção com assistência elétrica e os freios. Até em espaços apertados o carro é bom de guiar, com raio de giro de 10,4 m, ante 10,6 m do rival Onix.

Peugeot 208 Active Pack vem com bancos de tecido, mas o acabamento interno é plausível com desenho arrojado
Divulgação

Peugeot 208 Active Pack vem com bancos de tecido, mas o acabamento interno é plausível com desenho arrojado

Se não fosse pelo 1.6 apático, o 208 Active Pack seria aprovado com louvor e daria mais trabalho aos concorrentes, ocupando o lugar de destaque que merece. Talvez a Stellantis resolva essa questão com os novos motores turboflex que começam a ser usados pela FCA, primeiro na picape Toro , depois no SUV Compass e em seguida em outros modelos.

De qualquer forma, o Peugeot também agrada pelas trocas suaves do câmbio automático, que tem comando sequencial por toques na alavanca para frente (se quiser reduzir) e para trás (caso queira passar uma marcha adiante), o que é ao contrário da maioria, mas o correto, uma vez que segue o movimento do corpo do motorista nas acelerações e frenagens. Boa também e a visibilidade, inclusive a proporcionada pelos retrovisores.

A unidade avaliada estava abastecida com gasolina e se mostrou econômica, de certa forma. Pelo computador de bordo, em circuito misto (cidade/estrada), chegou a fazer uma média de 12 km/l. Pelos dados do Inmetro, o carro faz 10,9 km/l em trechos urbanos e 13,9 km/l em rodoviários, dados que caem para 7,5 km/l e 9 km/l com etanol, respectivamente. Não é a mesma eficiência de um motor 1.0 , turbo, de três cilindros, mas pode ser considerado aceitável.

O mesmo acontece com o tamanho do porta-malas, de 265 litros, ligeiramente menor do que os dos principais concorrentes, como Onix (275 litros) e HB20 (300 litros). Porém, o espaço é suficiente para cinco ocupantes viajarem sem aperto. Instalaram apoios de cabeça de altura reguláveis, do tipo vírgula, além de ancorarem ISOFIX para cadeirinhas infantis.

O cluster mais alto que o convencional, com o ponteiro do contagiros de movendo no sentido contrário do velocímetro são um charme à parte. E a central multimídia funciona a contento, embora pudesse ser um pouco mais prática de ser usada, já que exige retornar ao menu inicial depois de ajustar a climatização.

Conclusão

A versão Active Pack é a mais interessante do Peugeot 208 , uma esperança da marca para o carro ganhar um pouco mais de apelo no mercado. Se receber um motor eficiente, aumentarão as chances disso acontecer. Levando em conta que o hatch compacto tem bom potencial e só precisa mais mais fôlego, estamos falando de uma hipótese bem provável.

Ficha Técnica

Peugeot 208 Active Pack 2021

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Preço: a partir de R$ 79.290

Motor: 1.6, quatro cilindros, flex

Potência: 115 cv (G) / 118 (E) a 5.750 rpm

Torque: 15,4 kgfm a 2.000 rpm (E) / 15,5 kgfm a 4.000 rpm (G)

Transmissão: Automático, seis matchas, tração dianteira

Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) / Eixo de torção (traseira)

Freios: Discos ventilados (dianteiros) / tambor (traseiros)

Pneus: 195/55 R16

Dimensões: 4,06 m (comprimento) / 1,74 m (largura) / 1,45 m (altura), 2,54 m (entre-eixos)

Tanque: 47 litros

Porta-malas: 265 litros

Consumo etanol: 7,7 km/l (cidade) / 9,3 km/l (estrada)

Consumo gasolina: 11 km/l (cidade) / 13,2 km/l (estrada)

0 a 100 km/h:  12 s

Máxima: 190 km/h


Fonte: IG CARROS

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