Ipatinga/MG – A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (18/3), a Operação Umbra, no município de João Monlevade/MG, com o objetivo de aprofundar investigações relacionadas à comercialização e à divulgação de material de abuso sexual infantojuvenil em plataformas digitais e aplicativos de mensagens.
A investigação teve início a partir da análise de comunicações encaminhadas à Polícia Federal que indicavam possíveis práticas sistemáticas voltadas à oferta e disponibilização desse tipo de conteúdo ilícito, com vínculos identificados no município de João Monlevade. Até o momento, os elementos reunidos apontam indícios de utilização de redes sociais e aplicativos de mensagens para a prática criminosa, circunstâncias que fundamentaram a representação pelas medidas cautelares junto ao Poder Judiciário.
Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão temporária e um mandado de busca e apreensão, com foco na coleta de elementos probatórios de interesse da investigação, especialmente mídias digitais e dispositivos eletrônicos que poderão ser submetidos à análise pericial. A medida visa preservar evidências, evitar eventual destruição de provas e permitir o avanço das diligências investigativas.
Nomenclatura e alerta
Embora o termo “pornografia” ainda seja utilizado em nossa legislação (art. 241-E da Lei nº 8.069, de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente) para definir “qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais”, a comunidade internacional entende que o melhor nessas situações é referir-se a crimes de “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou mesmo “violência sexual de crianças e adolescentes”, pois a nomenclatura ajuda a dar dimensão da violência infligida nas vítimas desses crimes tão devastadores.
Além disso, a Polícia Federal alerta aos pais e aos responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades on-line dos jovens são medidas essenciais de proteção. Estar atento a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo em relação ao uso do celular e do computador, pode ajudar a identificar situações de risco.
É igualmente importante ensinar às crianças e aos adolescentes como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais, a fim de reforçar que podem e devem procurar ajuda. A prevenção é a maneira mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar de crianças e de adolescentes, e a informação continua sendo um instrumento capaz de salvar vidas.
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Fonte: Polícia Federal

