24/05/2017 16h30
Ele está custodiado na Sede da PF no MS à disposição da Justiça.
PF
Policiais federais prenderam hoje (quarta, 24/5), no Aeroporto Internacional de Campo Grande, um boliviano de 41 anos, com três quilos de cocaína escondidas no fundo falso de uma mala. Natural de Santa Cruz de La Sierra, o homem encontrava-se dentro da aeronave, que se preparava para decolar para São Paulo, quando os policiais lhe deram voz de prisão, após terem vistoriado sua bagagem no aparelho de raio-X do aeroporto. O modus operandi do transporte da droga – no forro da mala – assemelha-se ao flagrante realizado pela PF ontem (terça) com outro cidadão boliviano no mesmo aeroporto.
O boliviano, que tem duas filhas residentes em Santa Cruz de La Sierra, disse que lhe foi oferecido inicialmente “3 mil dólares pelo transporte da droga até a Índia”. Ele recebeu a cocaína ontem (terça) de um homem de nome Davi, na cidade de Puerto Quijarro, fronteira com o Brasil (Corumbá/MS), segundo ele, já acondicionada dentro da mala. Davi também teria lhe entregado 600 dólares, que foram convertidos em reais em Puerto Quijarro. O boliviano chegou a Campo Grande ontem à tarde, tendo embarcado no voo para São Paulo antes das 6h, quando foi surpreendido pelos policiais federais, tendo confessado prontamente a posse da droga.
Os policiais federais, por sua vez, desconfiaram da atitude suspeita do boliviano e solicitaram o encaminhamento da bagagem para verificação no raio-X, quando perceberam uma rigidez anormal no fundo da mala, tendo constatado uma imagem retangular. Após ser feito um pequeno furo no local, começou a cair um pó branco, sendo confirmado logo como cocaína. Segundo o homem, na verdade, a droga teria como destino final a cidade de Katmandu, no Nepal. Foram encontrados exatos 3.025 gramas de cocaína no fundo falso da mala.
O boliviano teve sua conduta enquadrada na tipificação do crime previsto nos arts. 33 c/c art. 40, I, ambos da Lei 11.343/2006, ou seja, tráfico internacional de drogas. Ele está custodiado na Sede da PF no MS à disposição da Justiça.


