01/12/2017 17h20
PF procura jovem de Cuiabá que desapareceu após viagem à Síria.
Família de Juliana Cruz, que trabalha na AMM, registrou um boletim de ocorrência na última quarta-feira.
Mídianews
A funcionária da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), Juliana Cruz, está sendo procurada pela Polícia Federal após não retornar de uma suposta viagem à Síria.
Parentes registraram um boletim de ocorrência na última quarta-feira (29), já que a jovem, cuja idade não foi revelada, não retornou para o Brasil como prometido.
Juliana viajou para Síria em novembro para encontrar com o homem que conheceu pela internet, Sheraz Re (nome usado no Facebook).
A servidora está de férias da AMM, com volta programada aos trabalhos para a próxima semana.
Em uma postagem de outubro deste ano, a auxiliar administrativa colocou uma self feita no carro e o sírio comentou em protuguês: “Não devemos nos render”, escreveu ele.
De acordo com a Polícia Federal, estão sendo realizados contatos com as embaixadas brasileiras em vários países do Oriente Médio, no entorno da Síria.
Entretanto, a Polícia evita de passar mais informações, pois alega que, como as investigações ainda estão sendo realizadas, a divulgação de algumas informações podem atrapalhar o curso da busca.
Eles ainda temem pela vida e segurança de Juliana.
O responsável pelas investigações é o delegado Murilo Almeida Gimenes, do Núcleo de Inteligência da Polícia Federal.
No dia 14 de novembro, às 3h30 [ horário de Cuiabá], Juliana fez um “check in” no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
No mesmo dia, às 8h54, a garota fez outro “check in” falando que estava saindo com destino a Istambul, maior cidade da Turquia. Lá, possivelmente faria uma conexão e iria para a Síria.
De acordo com a AMM, para auxiliar as investigações, o notebook que era utilizado pela funcionária foi cedido para que a Polícia Federal possa extrair informações relevantes. Conforme a nota enviada à imprensa, a AMM disse que “está auxiliando a polícia, com as poucas informações que detém sobre o caso”.
“A diretoria e os funcionários da Associação Mato-grossense dos Municípios estão sensibilizados com o ocorrido com a funcionária Juliana Cruz e são solidários com toda a família neste momento de muita preocupação e angústia”, diz a associação em nota.
E completa: “A AMM se solidariza com a situação, mas ressalta que em período de férias os funcionários têm liberdade para viajar para onde quiserem, pois se trata de uma decisão pessoal e particular. Porém, anseia que o caso seja esclarecido o mais breve possível na esperança de que a funcionária retorne ao País, bem como aos quadros funcionais da instituição”.
Desde 2011, a Síria vive em uma guerra civil, considerada pela ONU a maior crise humanitária do século XXI. A estimativa é de que ao menos 250 mil pessoas tenham sido vítimas do conflito, e mais de 4,5 milhões tenham saído do País.


