15.4 C
Ponta Porã
sábado, 13 de junho, 2026

PGR vai continuar processo para obter delação de Daniel Vorcaro mesmo após rejeição da PF

Desta vez, banqueiro terá de provar que dados fornecidos realmente valem a pena e apresentar provas que confirmem as informações.

 PGR (Procuradoria-Geral da República) vai seguir em frente com a delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, mesmo após a PF (Polícia Federal) rejeitar a proposta de acordo. A previsão da chefia do MPF (Ministério Público Federal) é dar uma “segunda chance”, para que o empresário melhore a oferta do que tem a dizer.

A Polícia Federal costuma exigir provas imediatas e concretas. Se o que o delator propõe não envolve documentos fortes ou caminhos exatos para a continuidade da investigação, a corporação tende a recusar o acordo.

Entretanto, como a PGR decide quem processar na Justiça, a preferência de representantes da instituição é por uma visão de longo prazo. Eles acreditam que, com um pouco mais de tempo e pressão, o banqueiro possa oferecer informações mais valiosas e detalhadas.

Para Daniel Vorcaro, essa medida será uma última oportunidade — que virá com muita cobrança. Para o acordo valer de fato e o banqueiro ter direito aos benefícios da delação, como redução da pena, ele terá de passar informações que a Justiça ainda não conheça.

O banqueiro também precisará provar que os dados fornecidos realmente valem a pena e informar quais documentos, mensagens ou extratos confirmam o conteúdo delatado.

Caso Vorcaro consiga melhorar as informações, o acordo deve seguir em frente. Se falhar, a PGR deve cancelar a delação de vez, e ele responderá aos processos sem acesso a qualquer tipo de benefício.

Rejeição da proposta inicial

Por meio da Operação Compliance Zero, a PF investiga supostos esquemas de corrupção, fraudes financeiras e desvios de recursos que envolvem fundos de pensão e regimes próprios de Previdência Social relacionados ao Banco Master.

Dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro se tornou um dos alvos centrais das apurações, o que motivou a defesa dele a buscar um acordo de colaboração premiada.

Contudo, nessa quarta-feira (20), a Polícia Federal rejeitou a proposta inicial, pois considerou que as informações apresentadas pelo colaborador não eram inéditas nem eficazes para o avanço das investigações. Além disso, segundo apurou o R7, faltou robustez nas provas apresentadas, para confirmação dos relatos.

Fonte: R7