11/09/2015 08h30
O elevado consumo dos pneus é uma antiga característica de Campo Grande.
Douradosnews
O reconhecimento realizado nesta quinta-feira confirmou as preocupações do paranaense Julio Campos e o amazonense Antonio Pizzonia com a pista do Autódromo Orlando Moura, em Campo Grande.
O período de quatro anos fora do calendário da Stock Car, que está sendo encerrado neste fim de semana, não fez nada bem para o asfalto, mais abrasivo do que nunca e um complicador a mais para as equipes no regresso da categoria à capital do Mato Grosso do Sul.
Campos e Pizzonia percorreram o traçado ao lado do diretor-técnico Juan Carlos “Mico” Lopez nesta tarde, em meio ao tradicional vendaval que costuma varrer a região descampada do autódromo, e não gostaram do que viram. “O piso está muito ruim”, disse Campos, que no domingo completará sua centésima corrida desde que estreou na Stock Car em 2006. Pizzonia seguiu o mesmo caminho. “Não sei se os pneus aguentarão. Além disso, esse vento constante deixa a pista sempre empoeirada e com baixa aderência”, acrescentou o ex-piloto da Fórmula 1, às vésperas de completar 35 anos.
O elevado consumo dos pneus é uma antiga característica de Campo Grande. Por isso, durante a recente etapa de Cascavel, há duas semanas, a fornecedora da Stock Car enviou circular às equipes informando que a duração das provas da rodada dupla será reduzida em relação ao formato habitual de 48 minutos e 28 minutos mais uma volta, respectivamente. O receio é que os compostos não resistam às exigências da superfície rugosa.
Ontem quinta-feira (10), dia consagrado à montagem dos boxes, os mecânicos sofreram com a intensidade dos ventos, que aumentarão o tempo de trabalho além das seis hortas habituais de outros autódromos. As rajadas foram tão fortes que a organização preferiu evitar a utilização da sala de imprensa por medida de segurança. Amanhã, as atividades de pista serão abertas com os treinos livres da Stock Car e suas três séries de apoio.


