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sábado, 17 de outubro, 2026

PMA reforça rede de combate ao trabalho escravo em MS

Um dos objetivos do encontro foi capacitar os agentes da PMA para que possam reconhecer situações que caracterizem trabalho análogo à escravidão

O MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul) firmou, nesta sexta-feira (16), uma parceria com a PMA (Polícia Militar Ambiental) para reforçar a rede de enfrentamento ao trabalho escravo no Estado. Um dos objetivos do encontro foi capacitar os agentes da PMA para que possam reconhecer situações que caracterizem trabalho análogo à escravidão.

O procurador do Trabalho Paulo Douglas Almeida de Moraes, coordenador regional de Erradicação do Trabalho Escravo do MPT-MS, destacou que a colaboração com a PMA é fundamental, especialmente em diligências em áreas rurais e de difícil acesso. Segundo ele, o combate ao trabalho escravo exige uma rede integrada com diferentes instituições.

Durante o encontro, os agentes da PMA receberam orientações sobre os elementos que caracterizam o trabalho escravo, como condições degradantes, ausência de registro em carteira, restrição à liberdade de locomoção e jornadas exaustivas. O objetivo é que consigam identificar esses indícios durante as fiscalizações.

“O trabalho escravo demanda uma atuação em rede. Em todo o país, há um déficit de agentes públicos atuando especificamente nessa área. Portanto, contar com o apoio da PMA será estratégico para ampliar nosso campo de visão sobre onde há trabalho escravo”, explicou o procurador.

A PMA tem papel estratégico nas ações de combate ao trabalho escravo, repassando informações essenciais aos auditores fiscais do trabalho e ao MPT, o que contribui para aumentar a efetividade da rede de enfrentamento. A Auditoria-Fiscal do Trabalho é responsável por inspecionar os locais com indícios de trabalho escravo e resgatar as vítimas em caso de flagrante.

Já o MPT atua na articulação das operações, colhendo depoimentos e providenciando as reparações individuais e coletivas aos trabalhadores.

A PMA já participou de ações contra o trabalho escravo, principalmente em regiões de difícil acesso, como o Pantanal e áreas de fronteira, oferecendo suporte operacional durante as diligências.

“Estamos preparando nossos policiais, nossos agentes fiscais, para que, ao se depararem com uma situação como essa, saibam agir e produzir um bom relatório que subsidie a atuação do MPT e da Justiça do Trabalho”, afirmou o tenente-coronel da PMA, José Carlos Rodrigues.

Fonte: Campograndenews