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PMs não matavam tanto em 1 mês desde ataque de facção

06/02/2015 10

A pasta também aponta aumento de 51,9% nos confrontos no comparativo entre primeiros semestres de 2013 e 2014.

UOL

Desde maio de 2006, marcado por confrontos entre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e forças de segurança, policiais militares não matavam tanto em único mês no Estado quanto em dezembro.

Foram 109 mortos por PMs fardados ou em folga, média de um a cada sete horas. Em maio de 2006 houve 142 mortes.

Os números fecham o ano mais violento envolvendo a corporação pelo menos desde 2003.

Ao todo, policiais mataram 925 pessoas em 2014. Segundo a corporação, 75 PMs foram mortos.

Para especialistas, os sucessivos recordes de mortos por PMs são resultado de desequilíbrio.

“Há um descontrole evidente do uso da força, seja em ações legais ou naquelas que fogem às regras. Em situações em que não seria necessário usar arma de fogo, elas são usadas”, diz o pesquisador em segurança pública pelo NEV (Núcleo de Estudos da Violência), André Zanetic.

Resposta

A Secretaria da Segurança Pública diz que, apesar do aumento no número de mortos, em termos percentuais a situação é semelhante à de 2013 –13% dos envolvidos nos confrontos morreram em 2013, contra 17% em 2014.

A pasta também aponta aumento de 51,9% nos confrontos no comparativo entre primeiros semestres de 2013 e 2014.

Segundo a SSP, mortes cometidas por PMs em folga não têm “relação com função ou cargo” e são investigadas como homicídio pela Polícia Civil.

A SSP afirma também que conselho criado em janeiro tem como uma das atribuições reduzir a letalidade.

O governo estadual disse que repudia desvios de conduta de servidores e que, por determinação de Geraldo Alckmin, mortes envolvendo policiais são investigadas pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) desde 2011, e pelas respectivas Corregedorias das corporações.

“Ao longo dos últimos quatro anos, 1.771 policiais civis, militares e técnico-científicos foram desligados das respectivas corporações por desvio de conduta”, afirma o governo estadual, em nota.