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domingo, 18 de outubro, 2026

Poder público deve fomentar consciência de sustentabilidade, defende Marina Silva em live do TSE


Em comemoração ao Dia Internacional do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, e à Semana Nacional do Meio Ambiente, a Secretaria de Modernização, Gestão Estratégica e Socioambiental (SMG) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou, na tarde desta sexta-feira (4), a live “Uma visão do macrodesafio de preservação de um ambiente sadio”. Mediada pelo secretário da SMG, Bruno Cezar Andrade de Souza, a palestra contou com a participação da historiadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Durante sua exposição, a palestrante analisou o modelo de desenvolvimento econômico mundial, comentou a atual crise hídrica brasileira e respondeu a perguntas feitas pelo mediador do encontro virtual.

Para o secretário Bruno Cezar Andrade, a participação socioambiental deve ser estendida a todas as atividades do Tribunal, não só àquelas diretamente vinculadas às eleições. “A gente faz esse tipo de evento porque é importante para todos. O poder público, independente do ramo em que atua, deve fomentar essa consciência de sustentabilidade”, disse.

Biodiversidade, desertificação e aquecimento global

Ao iniciar sua participação na live, Marina Silva afirmou que a destruição da biodiversidade, a desertificação e o aquecimento global são fatores que, se não forem devidamente freados, podem inviabilizar a vida na Terra. “Nós já perdemos cerca de 30% da nossa capacidade de regeneração do planeta. Essas medidas [de controle] são urgentes, porque nós podemos ultrapassar aquilo que os especialistas chamam de ‘ponto de não retorno’”, alertou a ambientalista.

Na visão da convidada, a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico fazem parte de uma mesma equação e, portanto, devem estar perfeitamente alinhados para que se chegue a um equilíbrio sustentável. “Não há desenvolvimento sem preservação”, observou Marina Silva.

Crise hídrica

De acordo com a palestrante, a combinação entre as mudanças climáticas e o fenômeno natural El Niño foi a grande responsável pela crise hídrica que acomete o país atualmente. Na análise da ambientalista, o desmatamento contribui para agravar ainda mais o problema. “Nós já desmatamos 20% da Floresta Amazônica, e esses 20% já estão causando boa parte dos problemas que estamos enfrentando. Eles aumentarão para a agricultura, aumentarão para todos os setores das nossas diferentes dinâmicas econômicas, sociais, culturais e ambientais”, ponderou a ex-ministra.

Desenvolvimento sustentável

Ao longo do evento virtual, Marina Silva também reforçou a necessidade de observar a capacidade de suporte dos ecossistemas e defendeu a adoção de práticas mais sustentáveis para evitar a extinção da vida no planeta.

Os interesses políticos e éticos, segundo ela, são os principais entraves que inviabilizam a transição para um modelo sustentável de desenvolvimento. “Nós já temos resposta técnica para produzir energia do vento, produzir energia do sol, produzir energia da biomassa e da água de base sustentável. Nós vamos pelo caminho das energias fósseis aqui no Brasil só e somente se quisermos. Nós já temos as respostas técnicas, e isso nos coloca no mundo como uma grande possibilidade, e não como um problema”, analisou a expositora.

Assista ao vídeo completo da palestra, que foi transmitida ao vivo pelo canal do TSE no YouTube.

BA/LC, DM

Fonte: TSE