23/10/2017 16h10
Polícia atira contra veículo e mata turista espanhola na Rocinha.
Maria Esperanza chegou a ser socorrida, mas morreu ao dar entrada no Hospital Miguel Couto.
Douradosnews
Uma mulher de nacionalidade espanhola, identificada como Maria Esperanza Ruiz Jimenes, de 67 anos, morreu após ser baleada na favela da Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, dia (23) de outubro, em mais uma manhã de tiroteios. A Polícia Militar disse que o carro em que a espanhola estava furou um bloqueio e, por isso, foram feitos disparos.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que o carro em que a turista estava rompeu um bloqueio policial no Largo do Boiadeiro e reagiu, e atirou contra o veículo. A corporação disse ainda que só constatou se tratar de uma turista quando abordou o veículo. A Corregedoria da Polícia Militar afirma que está apurando o caso.
Maria Esperanza chegou a ser socorrida, mas morreu ao dar entrada no Hospital Miguel Couto, na Gávea, também na Zona Sul. Ela estava em um carro de turismo, acompanhada do cunhado e do irmão.
Mais 3 baleados
Além da espanhola, dois policiais militares e um criminoso foram baleados em uma troca de tiros na área chamada de 199.
Um dos PMs foi ferido na cabeça de raspão e outro no tórax. Um criminoso baleado também foi encontrado por agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade. Ele foi reconhecido por agentes do Batalhão de Choque como um dos envolvidos na troca de tiros.
Há mais de um mês, a Rocinha vive uma rotina confrontos. Os tiroteios se intensificaram com a disputa entre traficantes. O bando de Rogério Avelino, o Rogério 157, e o do seu antigo chefe, Antônio Bonfim, o Nem, disputam o controle do tráfico de drogas.
Depois de dias sangrantos, as Forças Armadas foram chamadas para cercar a comunidade, junto com tropas policiais. Rogério 157 e a maior parte de seus comparsas fugiram, utilizando a mata atrás da Rocinha. Segundo investigadores, o chefe do tráfico deixou o esconderijo na garupa da moto do funkeiro MC Tikão, preso no domingo.
Desde então, tiroteios são rotina na comunidade e em outras favelas do Rio, para onde pode ter fugido Rogério 157 e outros traficantes. Nesta segunda, o prefeito Marcelo Crivella pediu a volta das Forças Armadas à Rocinha.


