21/06/2014 06h50
Durante a ação os policiais apreenderam 370 quilos de maconha, veículos, dinheiro e armas.
Agazetanews
Por meio de trabalho de investigação, a Polícia Civil desbaratou essa semana, um esquema de tráfico de drogas e prendeu quatro pessoas acusadas de envolvimento com o narcotráfico, em Amambai.
Durante a operação, desencadeada entre quarta(18) e quinta-feira (19), de junho, a equipe de investigação, sob coordenação do delegado titular em Amambai, Dr. Mikaill Alessandro Gouveia Faria, realizou a apreensão de 370 quilos de maconha, dois revólveres calibre 38, R$ 900 reais em dinheiro, duas motocicletas, uma Honda Biz cor vermelha, placa de Amambai-MS e uma Honda 600 RR, cor laranja, placa JJQ 7028 de Novo Oriente-CE, uma Saveiro cor azul, placas de Dourados-MS e dois veículos modelo Pálio, um cor prata, placas DXC 3052 de Blumenau-SC e outro de cor branca, placas CNO 6671 de Campo Grande-MS, onde a droga estava carregada e pronta para seguir viagem, segundo a Polícia Civil.
Durante a operação também foram presos, Rodrigo Rodrigues Peralta, de 19 anos, Verônica de Oliveira Rodrigues, de 27 anos, seu esposo, Jeferson Duarte Pazeto, de 28 anos e Geovana Neves Ajala, de 20 anos.
O marido de Geovana, Jean Carlo Miiller Hollandini, o “Xana”, de 31 anos, acusado de ser o chefe do esquema de tráfico, conseguiu escapar ao cerco policial e está foragido, segundo a polícia.
O Esquema
Segundo o delegado encarregado pelo caso, Dr. Mikaill Faria, o esquema de tráfico mantido por Jean Carlo, o “Xana”, que inclusive já cumpriu pena em Amambai pelo mesmo crime, já vinha sendo monitorado há certo tempo.
De acordo com a Polícia Civil, a droga vinha da região de Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai, geralmente trazida em veículos conduzidos por Rodrigo Rodrigues Peralta e um adolescente de 17 anos, que seria o “olheiro”.
Segundo a polícia o menor recebia em média R$ 200 reais por vez, para se postar próximo a entrada da cidade, em Amambai e informar à Rodrigo ou a quem era o motorista da vez, se havia barreira policial, já que, por se tratar de um acesso à fronteira, freqüentemente a Polícia Militar monta barreira de fiscalização no local.
A Operação
De acordo com a Polícia Civil, a operação foi desencadeada depois que investigadores da Delegacia de Amambai receberam a informação que havia chegado na cidade um Fiat Pálio de cor branca, placas de Campo Grande-MS com um carregamento de maconha.
Após localizarem o referido veículo, que segundo a PC, era conduzido por Rodrigo Peralta, os policiais passaram a realizar o monitoramento.
Segundo a polícia, primeiramente o carro foi deixado por Rodrigo em uma região de quitinete situada na Rua da República, região central de Amambai, que deixou o local abordo de outro veículo, que segundo a polícia, conduzido pelo próprio Xana.
Rodrigo e Xana teriam se ausentado por poucos instantes e retornado ao local, onde Rodrigo, sempre acompanhado de perto por Jean Carlo, o Xana, teria apanhado o Pálio com a droga e levado para uma residência situada no Conjunto Residencial Nhu-Verá.
Após deixar o carro na casa, que seria dos pais de Rodrigo Peralta, mas estava fechada tendo em vista que eles estariam viajando, o rapaz foi novamente apanhado por Xana e ambos deixaram o local.
Nesse momento os policiais teriam entrado em ação e ao averiguar o veículo encontraram os 370 quilos de maconha, que estavam acondicionados em fardos no interior do Fiat Pálio.
Ao confirmar a existência da droga, os policiais se deslocaram até a residência de Xana, situada no Conjunto Habitacional Guaicurus, quando teriam flagrado o momento que a esposa de Jean Carlo, o Xana, deixava o local abordo do Fiat Pálio cor cinza, placas de Blumenau, em companhia de Rodrigo Peralta e de uma mulher, posteriormente identificada como sendo Verônica de Oliveira Rodrigues.
Eles teriam se deslocado até uma agência bancária situada no centro da cidade, onde Rodrigo teria desembarcado do Pálio e adentrado na agência, enquanto as mulheres deixavam o local com o veículo.
Momentos depois, segundo a polícia, Rodrigo Peralta teria deixado a agência e andado alguns quarteirões a pé, foi quando acabou alcançado pelas mulheres e voltado a embarcar no Pálio, instante em que foram abordados pelos policiais.
De acordo com a Polícia Civil, no ato da abordagem os policiais apreenderam em poder de Rodrigo, R$ 900 reais em dinheiro.
Indagado, ele teria afirmado que havia apanhado o dinheiro para fugir da cidade com Xana, já que a polícia havia descoberto o Pálio com a droga no Residencial Nhu-Verá.
Segundo a Polícia Civil, as diligências continuaram e na casa de Verônica foi encontrado a moto Honda 600RR, avaliada em R$ 40 mil reais e um revólver calibre 38 com três munições
De acordo com a polícia, Verônica teria relatado que tanto a moto como a arma seriam de propriedade de Xana e ela e o marido, Jeferson Duarte Pazeto, estariam guardando os bens à pedido do próprio Xana, já que o acusado teria relatado que estava “sujo” com a polícia.
Verônica também teria relatado, segundo a polícia, que seu marido tinha costume de guardar coisas para Jean Carlo, o qual era amigo de infância.
Como Jeferson Pazeto estava à serviço da empresa que trabalha na cidade de Dourados, os policiais mantiveram campana e o abordaram quando chegou em casa, no final da tarde da quarta-feira (18).
Segundo a polícia, ao ser abordado o rapaz teria confirmado o laço de amizade com Xana, mas negado que guardava produtos, supostamente de origem ilícita, para o homem acusado de comandar o esquema de tráfico de drogas.
No ato da abordagem, Jeferson também teria negado ter guardado o revólver que seria de Xana que foi apreendido em sua residência juntamente com a moto e ressaltado que havia sim, uma arma em sua casa, mas que tal revólver seria de sua propriedade.
Diante da situação os policiais passaram a realizar vistorias no imóvel e localizaram, sobre um guarda-roupa, mais um revólver calibre 38.
Segundo o delegado encarregado pelo caso, Dr. Mikaill Faria, Jeferson Pazeto e sua esposa, Verônica Rodrigues, foram autuados em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de uso permitido e associação para o tráfico.
Para a polícia o casal sabia que os materiais deixados sob seus cuidados por Jean Carlo, o “Xana”, eram frutos de ilícitos.
A esposa de Xana, Geovana Neves Ajala, foi autuada em flagrante por associação para o tráfico, já que as investigações apontaram, segundo a polícia, que ela era cúmplice do marido nas ações criminosas.
Rodrigo Rodrigues Peralta foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Apesar de ter escapado ao cerco policial, Jean Carlo Miiller Hollandini, o “Xana”, foi indiciado em inquérito, também pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico e segundo o delegado responsável pelo caso, Dr. Mikaill Faria, ele vai representar pela prisão preventiva de Xana e espera prendê-lo nos próximos dias.







