12/03/2016 11h30
Jovem estava com mandado de prisão em aberto por morte de travesti.
A Polícia Civil prendeu na manhã desta sexta-feira (11), na região do Nova Bahia, em Campo Grande, o jovem de 22 anos suspeito de matar um travesti após uma briga. O crime ocorreu no dia 22 de março de 2014. Já em 2015, a sua ex-mulher, Gabriela Antunes dos Santos, de 20 anos, foi apontada como autora do assassinato da amiga de infância, por ciúmes do jovem.
“Nós o localizamos na casa dos pais e ele foi encaminhado para a 2ª Delegacia de Polícia. Nesta tarde ele está prestando depoimento, acompanhado de um advogado. O mandado de prisão foi cumprido por conta da morte do travesti e ele negou qualquer envolvimento no caso da manicure”, afirmou ao G1 o delegado Alexandre Evangelista, responsável pelas investigações.
A ex-mulher do suspeito, conforme a polícia, foi indiciada como autora do assassinato da manicure Nayara Guilhermete de Morais, de 20 anos.
Na ocasião, ela teria contado com o apoio de Emilly Karoliny Leite, de 19 anos. Ambas foram denunciadas no Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP-MS) e a Justiça acatou a denúncia, como mentora e coautora do crime, respectivamente.
Uma adolescente de 16 anos também responde pelo ato infracional. A sua participação foi apurada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude.
A denúncia aponta que elas agiram por motivo torpe e atraíram a vítima de forma dissimulada, com a intenção de praticar o crime.
Entenda o caso
Jeniffer foi encontrada morta no dia 16 de janeiro, com marcas de tiro em uma cachoeira do córrego Céuzinho, em Campo Grande.
De acordo com as investigações, Gabriela, que era amiga de infância da manicure, teria ligado para vítima dizendo que as duas precisavam conversar. Segundo a polícia, Gabriela já estava com a adolescente de 16 anos no carro, pegou Emilly em casa e só depois buscou a vítima.
Todas foram até o local do crime. Lá, a manicure foi executada. O tiro teria partido de uma arma de Gabriela, Emilly teria ajudado e a adolescente ficado no carro.
Conforme a polícia, ainda há indícios de que o marido de Gabriela teria participado do crime. Ele foi o responsável por esconder o carro usado no crime. A arma do crime, um revólver calibre 38 que pertencia ao marido de Gabriela, não foi encontrada.
Ainda de acordo com a polícia, durante o trajeto do local de trabalho de Jeniffer até a cachoeira, todas as mulheres fumaram maconha, inclusive a vítima.
fonte: G1 MS



