23/07/2015 08h20
Vigilância Sanitária também interditou local por condições insalubres
Correio do Estado
Uma clínica de reabilitação para usuários de drogas, localizada no assentamento Vale do Taquari, em Coxim, distante 253 km da Capital, foi interditada na manhã desta quarta-feira (22), pela Polícia Civil com denúncias de que internos estariam usando drogas e fechada pela Vigilância Sanitária por condições insalubres.
Segundo o site Edição de Notícias, por volta das 7h a Polícia Civil realizou uma operação comandada pelos delegados Silvia Menck e Gustavo Mussi na clínica Abraçando Vidas. Havia a denúncia de que o lugar, que funciona para recuperação dos internos, estaria em condições insalubres e o responsável pela clínica estaria contrabandeando drogas para os internos.
Conforme o site, durante a operação, mais de 20 pessoas, internos do local, foram detidas e serão ouvidas ao longo do dia na delegacia. Entre os detidos está o responsável pela clínica, Roberto Softov. A polícia contou com apoio da prefeitura, que fez o transporte dos internos através da secretaria de Assistência Social.
De acordo com a reportagem, a padaria que funciona no local onde produtos são fabricados para a venda, estaria completamente suja. Os produtos estavam mal armazenados, o lixo exposto no mesmo ambiente e no chão também tinha muita sujeira. Um banheiro imundo funciona a poucos metros da padaria.
Ainda segundo o site, além da sujeira, quase todos os ingredientes do estoque e da geladeira estavam vencidos. Os colchões disponíveis para os internos também estavam sujos e até alguns remédios que foram encontrados no local estavam vencidos e armazenados de forma errada.
Diante os fatos, os delegados acionaram a Vigilância Sanitária, que fizeram a apreensão de todos os produtos e interditaram o local.
Além disso, informações da reportagem dão conta que os policiais encontraram vários vestígios de uso de entorpecentes na clínica, que deveria atuar na recuperação dos internos. Investigações no local indicam que o crime de contrabando, também acontecia na clínica. As primeiras informações dão conta de que Softov vendia cigarros contrabandeados para os internos.
O Edição de Notícia informou que os delegados encontraram que uma porção de maconha no local, assim como vários apetrechos para o consumo de drogas, como cachimbos utilizados para uso de pasta base e pedra de crack. Todas as suspeitas serão investigadas, inclusive a moradia de um adolescente, de 11 anos, que estaria residindo na clínica.

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