Laboratório Citolab, residência do prefeito e prédio da administração pública foram alvos de mandados de busca e apreensão nesta terça.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), nova operação que investiga desvio de dinheiro público em Corumbá, com mandados de busca e apreensão. Esta é a terceira operação deflagrada em cerca de um mês na cidade, que fica a cerca de 430 km de Campo Grande.
Conforme apurado pela reportagem, um dos alvos do cumprimento de mandados de busca e apreensão foi a empresa J.B.A Iunes (José Batista Aguilar Iunes), mais conhecida como Citolab Laboratórios, pertencente ao irmão do prefeito Marcelo Iunes (PSDB).
A residência de Marcelo Iunes (PSDB), prefeito de Corumbá e candidato à reeleição, também foi alvo, assim como a secretaria em que sua esposa está lotada. A reportagem também apurou que esta seria a terceira fase da operação, e que teria como alvo, inicialmente, José Aguilar Iunes, irmão de Marcelo Iunes.

Um dos locais alvo da PF, o laboratório Citolab, está associado ao nome de Marcelo Iunes (PSDB) – o atual prefeito é suspeito de usar familiares como ‘laranjas’ para contratar com quase R$ 1 milhão de verbas municipais e sem licitação um laboratório médico do qual seria o verdadeiro dono, mesmo sendo público na cidade o vínculo de Marcelo Iunes com a ‘Citolab’.
A esposa de Marcelo Iunes, Amanda Cristiane Balancieri, que Iunes nomeou como secretária especial de Cidadania e Direitos Humanos, saiu da sociedade em 19 de maio de 2017 e transferiu a parte que tinha do laboratório para o irmão do prefeito, João Batista Aguillar Iunes. Amanda deixou de ser oficialmente sócia no mesmo ano em que Marcelo assumiu o cargo, segundo a Junta Comercial de Mato Grosso do Sul. O prédio em que a primeira-dama está lotado também foi alvo de buscas.
Fonte: Midiamax.

