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sábado, 17 de outubro, 2026

Polícia pede internação de adolescente que agrediu e matou cão Orelha em SC

O inquérito policial foi remetido ao Judiciário nesta terça-feira (3); cão comunitário vivia na Praia Brava há quase dez anos.

O inquérito policial sobre a morte do cão Orelha, em Florianópolis, foi encaminhado ao Poder Judiciário nesta terça-feira (3) e recomendou a internação de um, dos quatro adolescentes investigados no caso.

De acordo com o laudo da Polícia Científica, Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30 da manhã, no Norte da Ilha. Ele sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido por um chute ou pedaço de madeira.

Os quatro adolescentes investigados no caso também foram apontados como autores da tentativa de afogamento ao cão Caramelo, que conseguiu fugir com vida e foi adotado pelo delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.

As investigações foram conduzidas pela Deacle (Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei) e pela DPA (Delegacia de Proteção Animal), ambas da Capital.

Polícia pede internação de adolescente

Para chegar ao autor do crime, a Polícia Civil analisou mais de mil horas de filmagens na Praia Brava, em 14 equipamentos que captaram imagens. Foram 24 testemunhas ouvidas, oito adolescentes suspeitos investigados, além de provas como a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens.

Polícia pede internação de adolescente que agrediu e matou cão Orelha em SC
Orelha era um cão comunitário e cuidado por moradores do bairro

Por conta da gravidade do caso Orelha, a Polícia pediu a internação do adolescente, que é equivalente a uma prisão de adulto. Com a conclusão da extração e análise de dados dos celulares apreendidos, a polícia espera confirmar provas coletadas ao longo da investigação e levantar eventuais informações que possam ser incluídas no inquérito.

Imagens foram fundamentais para conclusão do caso do cão Orelha

Um software francês obtido pela Polícia também analisou a localização do responsável durante o ataque fatal ao Cão Orelha. De acordo com a Polícia Civil, o fatos ocorreram a partir das 5h25 da manhã, quando o adolescente responsável pela agressão do cão Orelha saiu de um condomínio na Praia Brava.

Às 5h58 da manhã, ele retornou para o condomínio acompanhado de uma amiga. O adolescente não sabia que a polícia teve acesso a essas imagens e informou, em depoimento, que havia ficado dentro do condomínio, na piscina.

As imagens, testemunhas e outras provas, no entanto, ajudaram a comprovar que ele estava fora do endereço no horário que as agressões aconteceram.

O adolecesnte foi fraglado na rua no horário do ataque, e em depoimento disse estar dentro do condomínio em vivia;

Viagem internacional

O adolescente viajou para uma excursão à Disney, em Orlando, nos Estados Unidos, no mesmo dia em que a Polícia Civil identificou os suspeitos pela violência. Ele retornou ao Brasil no dia 29 de janeiro e foi alvo de mandados de busca e apreensão na chegada ao aeroporto de Florianópolis.

Durante a abordagem, um familiar tentou esconder um boné rosa que estava em posse do adolescente, além de um moletom, ambas foram peças importantes na investigação. O familiar do autor tentou justificar a compra do moletom na viagem, mas o próprio adolescente admitiu que já possuía a peça, que foi utilizada no dia do crime.

Segundo a Polícia, a investigação seguiu a normativa estabelecida pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e foi concluída após o depoimento do autor, durante a semana. Diante dos elementos e provas, a Polícia Civil finalizou os procedimentos policiais dos casos Orelha e Caramelo e encaminhou para apreciação do Ministério Público e Judiciário.

Polícia pede internação de adolescente que agrediu e matou cão Orelha em SC
Morte do cão Orelha provocou protestos em diferentes regiões do país

O Contraponto

O ND Mais entrou em contato com a defesa dos adolescentes responsabilizados pela morte do cão Orelha. Por meio de nota, os advogados, Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, afirmaram que as informações repassadas pela Polícia Civil são “elementos meramente circunstanciais”, que “não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas”.

A defesa pontuou que “atua de forma técnica e responsável”, e protestou por ainda “não ter tido acesso integral aos autos do inquérito”. Os advogados também citaram que “a politização do caso e a necessidade de apontar culpado” acabaram “inflamando” a opinião pública, a partir do que chamou de “investigações frágeis e inconsistentes que prejudicam a verdade”, atingindo “violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes”.

Fonte: NDmais