Servidor pode ter se omitido ou colaborado diretamente, disse delegado
24/12/2019 08h50 – Por: CORREIO DO ESTADO
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) deflagrou nesta segunda-feira a Operação Asepsis, para desmontar um esquema de distribuição de telefones celulares, fones de ouvido e drogas dentro da Penitenciária de Segurança Máxima de Naviraí. Um policial penal foi preso suspeito de integrar o esquema.
A situação só foi descoberta após a apreensão dos aparelhos e a consequente desconfiança de que o servidor facilitou a entrada dos celulares. “As provas até o momento colhidas pelos investigadores da Polícia Civil indicam que o agente penitenciário pode ter agido de forma ativa e omissiva, ou seja, fazendo ‘vista grossa’ para que os objetos chegassem ao poder dos presos”, afirma o delegado Thiago Lucena e Silva, responsável pelo caso.
Na casa do agente, a polícia encontrou 11 munições de origem estrangeira calibre .38, o que levou à prisão em flagrante do servidor pelo crime de posse irregular de munição de uso permitido. A ação contou com o apoio das delegacias de Naviraí, Ivinhema e Glória de Dourados.
O nome da operação faz menção ao termo “assepsia”, cujo conceito é impedir entrada de agentes nocivos no organismo. O agente deve ficar preso por 30 dias, podendo ser solto ou ter a prisão temporária convertida em temporária. A 1ª Delegacia de Polícia de Naviraí segue investigando o caso.


