06/04/2017 08h40
Ex-primeira-dama do RJ cumpre prisão domiciliar no Leblon, Zona Sul do Rio. Confusão com relação de nomes atrasou a entrada de agentes no imóvel.
G1
iciais federais fazem na tarde desta quarta-feira (5) uma vistoria no apartamento onde a ex-primeira-dama do estado do Rio de Janeiro, a advogada Adriana Ancelmo, cumpre prisão domiciliar desde o dia 29. As informações são da GloboNews. A inspeção é a primeira realizada desde que Adriana deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó, onde estava presa desde dezembro.
Uma confusão antes da vistoria, porém, foi relatada pelo juiz da 7ª Vara Federal Marcelo Bretas, responsável pela transferência de Adriana para seu apartamento. Ao fim de audiência na qual ouvia testemunhas de defesa no âmbito da Operação Calicute, o magistrado comunicou aos advogados de Adriana que a ex-primeira-dama havia impedido a entrada dos agentes federais no imóvel.
Pouco tempo depois, no entanto, o próprio Bretas esclareceu que havia se tratado de uma confusão. Adriana Ancelmo receberia antes de cada inspeção uma lista com os nomes dos policiais que a visitariam, mas os nomes dos agentes que foram à sua casa nesta quarta não constavam no ofício.
Condição
A vistoria é uma das condições para que a ex-primeira-dama possa ficar em prisão domiciliar: os policiais checam se os acessos a linhas telefônicas e à internet estão cortados no imóvel. Adriana não pode nem mesmo falar ao interfone de seu prédio e só estão liberadas visitas dos advogados dela.
A defesa da ex-primeira-dama informou que “Adriana Ancelmo jamais recusaria a vistoria”. Em nota, foi informado que “foi um mal-entendido, e que a Polícia Federal havia enviado uma lista taxativa de policiais que poderiam entrar no apartamento”. Os agentes que lá estiveram, segundo o texto, “não estavam na lista”. “A questão foi esclarecida, junto ao magistrado”, diz a nota.
A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo chega ao seu apartamento no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro
Transferência
Adriana Ancelmo foi levada por agentes federais para cumprir prisão domiciliar na noite de quarta-feira (29). Ao deixar o Complexo de Gericinó, em Bangu, ela foi hostilizada por parentes de presos.
Na manhã do mesmo dia, o juiz Marcelo Bretas expediu alvará determinando que Adriana fosse levada para seu apartamento: “devendo a acusada assinar o termo de compromisso de que cumprirá todas as condições ali descritas, sob pena de imediato retorno à custódia preventiva no sistema prisional”, escreveu o magistrado.
No Leblon, ela chegou por volta das 20h sob vaias e xingamentos de cerca de 50 pessoas que aguardavam em frente ao prédio. Os carros da Polícia Federal foram recebidos aos gritos de “Volta para Bangu”, além de palavrões e ofensas. Alguns chegaram a bater no vidro do carro onde a ex-primeira-dama estava e foram afastados por agentes da PF.
A mulher do ex-governador Sérgio Cabral estava presa na ala feminina do presídio de Bangu 8 desde 17 de dezembro. Adriana responde por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Adriana Ancelmo recebeu o benefício no dia 24 de março, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a condição de que a casa não tivesse telefones fixos nem celulares e acesso à internet. Na véspera da ida de Adriana para casa, agentes da Polícia Federal fizeram uma vistoria no apartamento e no prédio para garantir que o imóvel cumpria os pré-requisitos para a prisão domiciliar.


