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sexta-feira, 11 de setembro, 2026

Ponta Porã: Abordado em barreira do Exército, homem atira no próprio peito

Um homem de 42 anos atentou contra a própria vida após 6 horas de negociação com policiais e bombeiros, nesta quinta-feira (10), na BR-463, em Ponta Porã. Ele conduzia um Honda Civic preto ano 2018 quando foi parado por uma barreira do Exército Brasileiro no Posto Pacury e se negou a entregar a arma que carregava, uma pistola calibre 9 mm.

A ocorrência durou pelo menos 6 horas e envolveu também equipes da PRF (Polícia Rodoviária Federal), do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.

Policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) especializados em resolver situações de crise extrema também foram ao local para negociar com o suspeito. Entretanto, todas as conversas foram em vão e o homem morreu quando era socorrido pelos bombeiros ao hospital de Ponta Porã.

Conforme informações apuradas pelo Campo Grande News, o caso começou ainda no período da manhã, quando os militares do Exército abordaram o Honda Civic no Posto Pacury. O condutor demonstrava intenso nervosismo. Ele disse aos militares que seria preso porque estava armado e mostrou um canivete.

Os militares pediram que ele saísse do carro para ser revistado. Ao descer do Civic, o homem sacou uma pistola e correu para uma área de vegetação nos fundos do posto fiscal. O Exército acionou as forças policiais para assumir a ocorrência.

De acordo com relatos dos policiais, o homem demonstrava transtorno extremo, pronunciava falas desconexas e o tempo todo tirava e colocava a camiseta. A equipe de negociadores do Bope chegou ao local por volta de meio-dia.

Durante 4 horas de negociação, os policiais chegaram a usar uma arma de choque elétrico para tentar imobilizá-lo, mas o procedimento não surtiu o efeito esperado. Por volta de 16h, o homem foi atingido na região do tórax. Imediatamente, a equipe do Corpo de Bombeiros assumiu o socorro, mas ele não resistiu ao ferimento.

Conforme a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o Honda Civic tem placas de Maricá (RJ) e está registrado em nome do condutor. A polícia investiga o caso e tenta descobrir se o carioca possuía antecedentes criminais. Ele não portava a CNH (Carteira Nacional de Habilitação).  Dois celulares encontrados no carro foram apreendidos e serão periciados.

Fonte: Campograndenews