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sábado, 17 de outubro, 2026

Ponta Porã é primeira cidade de MS a fechar acordo entre patrões e empregados no comércio

26/10/2015 17h20

Medidas valem a partir de 1° de novembro. Trabalhadores vão ganhar piso em torno de R$ 1 mil. Supermercados vão fechar uma hora mais tarde.

Jornal Regional

Os sindicatos patronal e laboral concluíram na manhã desta quarta-feira a convenção coletiva de trabalho que acontece todos os anos. Pelo acordo, os trabalhadores vão receber reajuste salarial na ordem de 10% o que deverá elevar o piso para cerca de R$ 1 mil. Os comerciários que ganham mais do que o piso tiveram reajuste na ordem de 9%. Os índices representam reposição de perdas salariais provocadas pela inflação.

As negociações deste ano resultaram em importantes resultados. “Nosso objetivo sempre foi oferecer algo viável. Hoje, por conta da crise nacional, em muitos lugares as negociações eram em torno da manutenção do emprego. E, mesmo diante do aumento dos encargos trabalhistas por parte do governo, através de negociações, estabelecemos os novos índices”, explica Amauri Ozorio Nunes, presidente do Sindivarejo-PP, o Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Porã.

Vários comerciantes de diversos setores participaram da reunião. Pelo lado dos trabalhadores, estiveram participando da convenção a diretoria do Sindicato dos Comerciários, presidido por Divino José Martins.

Entre as novidades está a possibilidade dos supermercados poderem abrir até mais tarde. A partir do primeiro dia de novembro, os supermercados poderão abrir até as 20 horas e 30 minutos, de segunda a sexta-feira. Também foi estabelecido um horário especial para os dias que antecedem ao Natal.

Outra novidade foi a inclusão de um ítem que obriga o trabalhador a devolver o dinheiro investido pela empresa em treinamento e qualificação. A medida atende interesse dos empresários que investem na qualificação do funcionário e, quando este termina o curso, pede demissão e muda de emprego. Pelo acordo, o prazo mínimo para que o funcionário fique na empresa após concluir o curso pago por ela, é de um ano. Se o funcionário decidir sair antes deverá devolver ao patrão o que foi investido no curso.

Outro ponto debatido na convenção foi a abertura do comércio em dias especiais como a Black Friday. Este ano, as lojas de Ponta Porã não puderam abrir no feriado de 7 de Setembro por falta de acordo. Para o ano que vem está prevista uma negociação antes do evento.

“Estamos satisfeitos com os resultados. Foi uma negociação transparente, às claras e quero destacar a grande participação dos comerciantes. Entendo que ocorreram avanços que beneficiam os dois lados. Posso assegurar que hoje, Ponta Porã tem um dos maiores salários comerciais do estado. Nosso sindicato é o primeiro de todo o estado a concluir as negociações da convenção coletiva”, declarou Amauri.

O acordo entre patrões e empregados passa a vigorar a partir de 1° de novembro e tem validade até 31 de outubro do ano que vem.

Representantes dos sindicatos patronal e laboral durante a última rodada de negociações referentes à convenção coletiva dos trabalhadores do comércio de Ponta Porã (foto Divulgação)