13/01/2017 06h50
Na coleção de de disco de vinil são encontrados verdadeiras raridades da musica brasileira
Por: Tião Prado
Com o falecimento do senhor Pedro Morato, aos 71 anos de idade, a cidade de Ponta Porã perdeu um grande amante e colecionador dos antigos discos de vinil, vitrolas e rádios antigos.
Quando recebia um amigo em sua residência no bairro do Ipê, mostrava a sua coleção com todo orgulho, coleção esta composta dos mais variados temas musicais e artistas que começaram a carreira neste período.
Nossa visita a casa de Pedro Morato:
Pedro Morato Moura é um senhor simpático e bem prosa, que nos altos dos seus 65 anos cativa pela fala fácil, pela história de vida e principalmente pela coleção de discos de vinil que hoje ocupam parte da garagem de sua residência. O disco de vinil surgiu no ano de 1948, sendo leves, maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio (que deve ser feito sempre pelas bordas), alem de sua excelência na qualidade sonora e o atrativo de arte nas capas de fora.
A partir do final da década de 80 e início da década d e 90, a invenção dos CDs prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, fazendo os discos de vinil ficarem obsoletos e desaparecerem quase por completo, mas não casa do colecionador Pedro Morato que aprecia ainda a boa música de um velho vinil tocado em uma vitrola, bem antiga, que fica em um cantinho, ao lado da prateleira recheada de discos variados onde destacamos: Milionário e José Rico, Roberto Carlos, Wilson e Soraia, Perla, Tião Carreiro e Pardinho, Donizete, Elba Ramalho, Gonzagão, dentre outros, inclusive alguns até com canções em japonês. Nessa coleção de antiguidade ainda pode-se apreciar disco do saudoso Hyran Garcete e o Trio Arpejo. o primeiro disco de Jads e Jadson, quando ainda era meninos e também de Zaza e Zezé, que foi o nome da primeira Dupla de Zezé di Camargo, quando ainda morava em Goiás, e a coleção completa do Rei Roberto Carlos.
Seu Pedro contou que foi trazido para a fronteira pelos seus pais e em Ponta Porã serviu o 11º Regimento por alguns anos. Ainda jovem, Morato confidenciou que até jogador de futebol foi aqui pela região, atuando em equipes de Ponta Porã e no Independiente de Pedro Juan Caballero, Paraguai.
” Essa coleção foi um presente de Deus para mim, pois eu nem imaginava colecionar, mas aí chegava um e oferecia alguns discos a troco de uma bebida e assim eu ia fazendo negócio e aumentando a coleção”, afirmou Pedro Morato, lembrando que começou a colecionar há 12 anos.
Várias pessoas já foram conhecer a coleção de discos do seu Pedro, e conforme disse, afirma ficar muito feliz em receber essas pessoas.
Pedro, sempre ao lado do irmão o radialista Antonio Morato (104,9 Lider FM), mostrou a coleção de toca disco ou vitrolas como eram chamadas no início da década de 70 quando o disco de vinil viveu o seu auge.
O Radialista Tião Prado, que começou a sua carreira no final da década de 70 na Rádio Cacique de Nova Andradina, Rádio Jornal de Amambai e hoje na 91.5 FM Cerro Cora, ficou encantado com as raridades e até matou a saudade atacando de DJ, claro ao som de uma boa moda de viola que foi o início de tudo, a verdadeira música raiz.
As pessoas que possuem discos de vinil e não querem mais, seu Pedro Morato se coloca a disposição para receber novos exemplares para sua coleção. ” É só falar com o meu filho, o Miguel lá da Test Car”, finalizou com um simples sorriso.




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