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domingo, 18 de outubro, 2026

Ponta Porã: Três são presos na operação ‘Cavalo doido’ da PF

04/11/2016 14h30

As ações fazem parte de estratégias da polícia federal para desarticular uma quadrilha de tráfico internacional de drogas, que movimentava R$ 1 bilhão reais.

Por: Tião Prado

No final da manhã desta sexta-feira (04), por volta das 10h30min, na sala de reuniões do 11º RCMEC em Ponta Porã, os delegados responsáveis pela operação da Policia Federal e SENAD do Paraguai, denominado ‘CAVALO DOIDO’, recebeu a imprensa para fazer um balanço das primeiras horas da operação que ocorreu para desmantelar uma quadrilha que atua no tráfico internacional de entorpecentes, distribuindo drogas produzidas no Paraguai para os estados de Goiás, Pará, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Trata-se de uma das maiores operações da PF nos últimos anos.

Fizeram parte da mesa, o comandante da operação, delegado de Policia Dr. Cassius Valentin Baudelli; Dr. James Solis, que foi o coordenador da operação em Ponta Porã; ministro da Secretaria Anti-drogas do Paraguai Hugo Verás; Dr. Edgar Paulo Marcon, adido da Policia Federal no Paraguai; comandante das forças especiais do SENAD capitão Oscar Chamorro e o Fiscal anti-drogas do Paraguai Dr. Hugo Volpe.

O delegado de Policia Federal Dr. Cassius Valletim fez uso da palavra e falou a respeito das operações que foram realizadas simultaneamente na fronteira nesta sexta-feira (4), sendo uma do estado do Rio Grande do Sul, denominada ‘Argus’, e a do estado de Goiás, essa denominada de ‘Cavalo doido’. Falou ainda das dificuldades para um trabalho simultâneo na região e com os seus reflexos na cidade de Ponta Porã.

Ele também agradeceu o apoio da SENAD, chamando a instituição de uma grande parceira no combate ao tráfico de drogas e contrabando de armas, e também na troca de informações entre os dois órgãos principalmente na região de fronteira, cujo foco principal é combater o crime organizado.

Comandante da Operação:

O delegado da Policia Federal, Dr. James Solis, que coordenou a operação ‘Cavalo doido’, contou que este nome foi escolhido pela forma como a organização criminosa vinha transportando a droga para os estados de Goiás, Tocantins, Brasília e Pará, onde eles pegavam os veículos, tiravam os bancos, deixando somente os espaços para os motoristas, enchiam de maconha e saiam da fronteira em direção aos estados citados, para uma viagem como se fosse uma corrida maluca, não paravam para nada, visto que os veículos, ou eram roubados, clonados ou FINANS, veículos financiados e não pagos.

Segundo o delegado, o trabalho de inteligência entre os organismos policiais da fronteira mostrou que essa organização já contava com grandes plantações de maconha dentro do Paraguai o que culminou com a operação ‘Nova aliança’, que foi a erradicação destes plantios de maconha no Paraguai.

Ministro do SENAD:

O Ministro da SENAD no Paraguai, Dr. Hugo Vera, fez um balanço das atividades desenvolvidas pelas forças especiais de seu país no combate as drogas. Policiais paraguaios destruíram mais de 500 toneladas de maconha plantada na área de fronteira com o Brasil durante a Operação Nova Aliança 14 realizada em parceria com a Polícia Federal Brasileira. O país vizinho estima prejuízo de 17 milhões de dólares aos narcotraficantes da região.

As informações da destruição de lavouras de maconha foram divulgadas hoje, dentro da Operação Cavalo Doido, em Ponta Porã.

As ações fazem parte de estratégias da polícia federal desarticular uma quadrilha de tráfico internacional de drogas, que movimentava R$ 1 bilhão.

Os dados foram apresentado na manhã de hoje por Cassius Baldelli, coordenador geral de repressão a drogas de Brasília e o ministro da Senad, Hugo Vera, em Ponta Porã.

A ação realizada nos últimos dias em cidades do estado de Amambay, na fronteira com o Brasil, contou com servidores da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) em parceria com o Ministério Público e a Força Aérea do Paraguai. Helicópteros foram usados para localizar as lavouras.

De acordo com a secretaria nacional antidrogas do Paraguai, os policiais tiraram de circulação 584 toneladas de maconha, sendo 23,5 mil kg da erva picada e 331 kg prensada. Além de 1,570 kg de sementes de maconha e prensas rústicas utilizadas para compactar o entorpecente.

Foram encontrados e destruídos, 42 acampamentos usados como bases logísticas dos produtores de erva. E chamou a atenção da polícia, o fato de muitas famílias se dedicarem ao cultivo das drogas, principalmente em pequenas áreas rurais.

Em Ponta Porã:

Em Ponta Porã os policiais Federais, saíram nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (4), para cumprir 4 mandados de prisão preventiva e 3 de coerção consentida, o que a pessoa é levada para depor e depois liberada.

Destes 4 mandados de prisão, uma pessoa já estava presa no presídio de Dourados e passará a responder por mais este crime.

Dos presos em Ponta Porã, que não tiveram os nomes divulgados pela Policia Federal, alguns tinham em suas residências armas de fogo e munição e por este motivo foram lavrados altos de prisão em flagrante por posse de arma de fogo e munição.

Os que foram apenas prestar depoimento, na maioria dos casos, são as esposas dos presos que muitas vezes emprestavam as suas contas bancárias para receber dinheiro vindo de outras regiões do país e seus telefones celulares para serem usados nas negociações.

Alem de Ponta Porã, foram cumpridos mandados de prisão em Campo Grande, Dourados e Porto Murtinho todos no Mato Grosso do Sul.

Foto: Tião Prado (Pontaporainforma)

Foto: Tião Prado (Pontaporainforma)

Foto: Tião Prado (Pontaporainforma)

Ponta Porã: Três são presos na operação ‘Cavalo doido’ da PF