20/08/2017 09h30
Em comentários nas redes sociais, população cobra empenho dos policiais em descobrir o que realmente aconteceu com os irmãos desaparecidos
Por: Dora Nunes
Após a elucidação eficaz do sequestro do menino Pedrinho, filho de um empresário em Ponta Porã, a população parabeniza o empenho dos policiais tanto brasileiros como paraguaios mas cobram a mesma eficácia e empenho no caso dos irmãos Rodney Campos dos Santos, 27, e Edney Bruno Ortiz Amorim, 20 que estão desaparecidos desde o dia 12 de agosto, depois de abordagem realizada por alguns homens do DOF (Departamento de Operações de Fronteira).
Muitos, em seus comentários, afirmam que o caso não vem sendo tratado com o mesmo desempenho pelo fato dos irmãos serem “pobres”, ou seja, haveria desigualdade no tratamento dos casos e que essa desigualdade seria ocasionada pela situação financeira de cada família. Percebe-se uma certa revolta nos comentários onde cobram ainda que já deveria ter policiais fazendo varredura nos locais onde os irmãos poderiam estar, sendo que esse trabalho vem sendo feito por amigos e familiares dos dois jovens.
Os irmãos foram vistos pela última vez em uma abordagem feita por quatro policiais do DOF em frente a um posto de combustíveis na saída para Antônio João, entre 11h40 e meio-dia de sábado (12). O diretor do DOF, coronel PM Kleber Haddad Lane, disse ontem que os policiais ainda não foram ouvidos no IPM instaurado, mas em declarações informais teriam dito que liberaram os irmãos logo em seguida. O Golf preto que era usado pelos rapazes, foi encontrado ainda no sábado no bairro Defensores del Chaco, em Pedro Juan Caballero, a cem metros da Linha Internacional, na saída para Dourados – do outro lado da cidade.
Apesar do tempo que já se passou sem nenhuma notícia dos rapazes, familiares e amigos ainda tem esperança de encontrá-los com vida.



