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sábado, 17 de outubro, 2026

Possível racha entre 2 carros provoca acidente com 7 vítimas

16/07/2016 18h40

Agille invadiu preferencial e colidiu com Gol

Um grave acidente envolvendo dois veículos por volta da 16h30 deste sábado (16) deixou sete vítimas no bairro Santo Antônio, em Campo Grande, e uma deles está foragida. De acordo com populares que presenciaram o acidente, um Agille de placas HTQ-0762 seguia em alta velocidade na Rua Ministro Azevedo quando invadiu a preferencial e colidiu com um Gol de placas HFX-0639, de Campo Grande, que trafegava na Avenida Manoel Ferreira.

Com o impacto, o Agille subiu o meio fio foi lançado a cerca de dez metros do local da colisão, arrancando, inclusive, asfalto do chão, e ficou completamente destruído. Uma das passageiras chegou a ser arremessada para fora do veículo. A placa de ‘Pare’ também foi lançada para dentro de um lote e fez um buraco no quintal.

Ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do Corpo de Bombeiros foram acionada a realizaram atendimento às vítimas. Dentre as cinco pessoas do Agille, Duas mulheres e um homem estão conscientes e orientados, mas outro rapaz foi conduzido à Santa Casa, com fraturas. O motorista do veículo, que não teve a identidade revelada, fugiu do local do acidente e o Batalhão de Choque realiza buscas pelas imediações.

No Gol, apesar do forte impacto que destruiu a dianteira do veículo, o condutor e a passageira também receberam atendimento e passam bem, apenas com luxações e escoriações.

Populares suspeitam de ‘racha’

De acordo com populares que presenciaram a colisão, um terceiro carro, possivelmente do tipo Fiesta ou Gol GT1, também seguia em alta velocidade atrás do Agille. Por isso, há suspeita de que os veículos disputavam ‘racha’. “Só vi o vulto dos carros e o barulho da batida. Aí o Fiesta deu a volta e fugiu. Acho que estavam disputando racha”, afirma Rodrigo dos Santos, 21, manobrista, que mora na mesma rua.

Outro morador da rua que ajudou a socorrer as vítima reforçou a suspeita de racha e destacou que as pessoas no Agille estavam ‘amanhecidas’, a julgar pelas roupas e pela maquiagem borrada das mulheres. “Quando foi socorrê-las, o cheiro de bebida estava muito forte. Depois do acidente, o cara que estava no racha com eles voltou aqui, olhou da esquina e foi embora”, disse Sérgio Luiz Melo, de 48 anos.

A reportagem chegou a conversar com a mãe de uma das vítimas do acidente, que estava no Agille, que afirmou que a filha, chamada Julia, teria ido a uma festa com os amigos na noite anterior. Diversos moradores das imediações reportaram a falta de segurança na Rua Ministro Azevedo. “Aqui é uma rua com muita criança e os carros descem da Júlio de Castilho em alta velocidade, se atropelar nem tem o que fazer”, afirmou Rodrigo dos Santos. “Nós ficamos revoltados, por que não existe nenhum redutor de velocidade, quebra-mola ou algo do tipo”.

Midiamax

Foto: Geisy Garnes