A Pesquisa da Pecuária Municipal divulgada dia 30 de setembro, pelo IBGE, fornece informações sobre os efetivos da pecuária existentes nos municípios na data de referência do levantamento, 31 de dezembro, bem como a produção de origem animal e o valor da produção durante o ano em questão.
Em Mato Grosso do Sul, no ano de 2025, houve retração nos rebanhos de bovinos (-4,3%), bubalinos (-2,8%), equinos (-8,9%), ovinos (-3,2%), codornas (-70%) e caprinos (-23,3%)1. Os únicos rebanhos que apresentaram crescimento foram os de suínos, com alta de 5,8% em relação a 2024 e o de galináceos (3,96%). Apesar da queda, Mato Grosso do Sul continua como o quinto estado com o maior efetivo de bovinos entre as Unidades da Federação (UFs), com 17,9 milhões de cabeças. Mato Grosso se manteve detentor do maior rebanho estadual, com 13,5% do efetivo nacional, o equivalente a 31,6 milhões de animais, queda de 3,7% em relação a 2024.
O valor de produção da pecuária (R$ 1,8 bilhão) foi recorde em 2025, com alta de 11,8% em relação a 2024. Os produtos de origem animal somaram R$ 1,5 bilhão2 , um aumento de 11,6%, enquanto os itens da aquicultura contribuíram com R$ 256 milhões, uma queda de 13,4%.
O município de Corumbá mantém destaque com o maior efetivo de equinos do país com 34.448 cabeças e com o segundo maior rebanho de bovinos, 2.154.749 cabeças. Aquidauana ficou em 11o lugar no ranking nacional de rebanho bovino, com 845.026 cabeças, e Ribas do Rio Pardo ficou em 14o lugar com 782.275.

Efetivo de bovinos em MS tem queda de 4,3%
O efetivo bovino em Mato Grosso do Sul atingiu 17,9 milhões de cabeças em 2025, o que representa uma diminuição de 4,3% em comparação ao ano anterior. É a segunda queda consecutiva e a marca representa um retorno à tendência de queda no rebanho observada de 2016 a 2022.
Apesar da retração vista no setor, o estado permanece com o 5º maior rebanho do país após perder a quarta posição em 2019, com 7,6% do efetivo nacional. Mato Grosso lidera o maior efetivo do país, com 31,6 milhões de animais e representa 13,5% do efetivo nacional.
O rebanho bovino nacional diminuiu 1,7% em 2025, na comparação com 2024. É segunda queda anual consecutiva, o que reduziu a quantidade de bovinos para 234,3 milhões de cabeças, a menor desde 2022.
Quadro 1 – Rebanho bovino por ano, Brasil e MS e posição de MS (cabeças)
| Efetivo dos rebanhos Bovino (cabeças) | |||
|---|---|---|---|
| Ano | Brasil | Mato Grosso do Sul | Ranking |
| 2013 | 211.764.292 | 21.047.274 | 4º |
| 2014 | 212.366.132 | 21.003.830 | 4º |
| 2015 | 215.220.508 | 21.357.398 | 4º |
| 2016 | 218.190.768 | 21.800.990 | 4º |
| 2017 | 215.003.578 | 21.474.693 | 4º |
| 2018 | 213.809.445 | 20.896.700 | 4º |
| 2019 | 214.689.984 | 19.407.908 | 5º |
| 2020 | 217.836.282 | 19.027.086 | 5º |
| 2021 | 224.601.992 | 18.608.503 | 5º |
| 2022 | 234.851.536 | 18.433.728 | 5º |
| 2023 | 238.626.442 | 18.891.916 | 5º |
| 2024 | 238.180.757 | 18.744.820 | 5º |
| 2025 | 234.251.041 | 17.946.309 | 5º |
Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2025.
Gráfico 1 – Progressão no tempo dos 5 maiores rebanhos de bovinos entre as UFs – 2013 a 2025 – Ufs (cabeças)
35.000.000
33.000.000
31.000.000
29.000.000
27.000.000
25.000.000
23.000.000
21.000.000
19.000.000
17.000.000
2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 1 Mato Grosso 2 Pará 3 Goiás 4 Minas Gerais 5 Mato Grosso do SulFonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2025.
Corumbá continuou com o segundo maior rebanho do Brasil, 2,1 milhões de animais, 11,7% do efetivo do Mato Grosso do Sul. Seguem-no os municípios de Aquidauana (11º do Brasil), Ribas do Rio Pardo (14º) e Porto Murtinho (21º). Em 2025, São Félix do Xingu (Pará) mais uma vez liderou o ranking municipal de efetivo de bovinos; o rebanho de 2,7 milhões de cabeças foi equivalente a 10,5% do efetivo paraense.
Corumbá lidera ranking nacional de rebanho equino
Mato Grosso do Sul registrou queda de 8,9% no efetivo de equinos, que passou a somar 274.033 cabeças. O resultado manteve o estado na 8ª colocação no ranking entre as Unidades da Federação. Entre os municípios brasileiros,
Corumbá ocupa a liderança nacional em número de equinos com 34.448 cabeças, seguido por São Félix do Xingu, com 26.721 cabeças.
Mato Grosso do Sul registra maior efetivo de suínos da série histórica em 2025
Em 2025, Mato Grosso do Sul alcançou 1.961.957 cabeças de suínos, o maior efetivo registrado na série histórica, representando um crescimento de 5,8% em relação a 2024, quando o efetivo era de 1.854.172 cabeças. Com esse resultado, o estado manteve a 6ª posição entre as UFs com os maiores rebanhos suínos do país.
Apesar da expansão do rebanho total, o número de matrizes de suínos apresentou redução no período. Em 2025, foram contabilizadas 216.194 matrizes, contra 229.073 em 2024, o que representa um recuo de 5,6%.
Gráfico 2 – Principais estados produtores de suínos segundo o efetivo do rebanho em 2025
Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2025.
Entre os municípios sul-mato-grossenses, destacam-se Glória de Dourados, com 347.889 cabeças, Jateí, com 246.559 cabeças, e Dourados, com 231.589 cabeças, que concentram os maiores efetivos municipais do estado.
Mato Grosso do Sul possui cinco municípios que figuram entre os 50 maiores efetivos de rebanho suíno do Brasil: Glória de Dourados (8ª posição), Jateí (15ª), Dourados (19ª), São Gabriel do Oeste (31ª, com 178.170 cabeças) e Brasilândia (42ª, com 142.612 cabeças). Todos esses municípios registraram crescimento em relação ao ano anterior, com avanços de 5,33% em Brasilândia, 13,77% em Dourados, 7,41% em Glória de Dourados, 14,48% em Jateí e 2,47% em São Gabriel do Oeste.
Em relação às matrizes de suínos, Jateí (30.921 cabeças) é o maior produtor estadual, acompanhado por Ivinhema (21.359 cabeças), e São Gabriel do Oeste (18.684 cabeças).
Efetivo de galináceos aumenta 3,96% e valor da produção de ovos, 18,3%
O efetivo de galináceos no estado subiu 3,96%, passando de 34,2 milhões de cabeças em 2024 para 35,5 milhões em 2025. No ranking entre as UFs, MS manteve o 11º maior efetivo do país. Quando especificados o sexo e a espécie, MS possui 7,2 milhões de galinhas e 39,2 mil codornas.
Sidrolândia tinha o maior rebanho do estado e possuía o 21º maior rebanho de galináceos entre os municípios do país. Em 2025, o município tinha um rebanho de 6,7 milhões de cabeças. O número é 5,2% menor do que o registrado em 2024 (7,0 milhões). A primeira posição ficou com Santa Maria de Jetibá (ES), com 18,4 milhões de cabeças.
Quadro 2 – Rebanho de Galináceos (Cabeças) – Municípios de MS
| # | Município | Ano | |
| 2024 | 2025 | ||
| 1 | Sidrolândia (MS) | 7.035.433 | 6.671.786 |
| 2 | Itaquiraí (MS) | 2.646.079 | 3.148.834 |
| 3 | Dourados (MS) | 3.621.621 | 3.111.686 |
| 4 | Aparecida do Taboado (MS) | 2.503.108 | 2.824.569 |
| 5 | Nova Andradina (MS) | 1.652.552 | 2.761.210 |
Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2024 e 2025.
A produção de ovos de galinha apresentou aumento de 18,3% em MS, saltando de 113,4 milhões de dúzias em 2024 para 134,1 milhões de dúzias em 2025. Com essa produção, MS fica com a 18ª colocação no ranking entre as UFs. O principal produtor continua sendo SP (1,29 bi de dúzias), seguido do MG (553,2 mi de dúzias).
No estado, Nova Andradina passa a ser o maior produtor, com 39,2 milhões de dúzias, com desempenho 75,2% superior a 2024 (22,4 milhões de dúzias). Também ganha destaque o município de Terenos, que produziu 31,2 milhões de dúzias de ovos em 2025. O valor da produção de ovos de galinha em MS subiu 26,2%, de R$ 677,7 milhões em 2024 para R$ 855,2 milhões em 2025.
Quadro 3 – Produção de ovos de galinha (mil dúzias) e Valor da produção (mil reais)
| # | Município | Variável x Ano | |||
| Produção de origem animal (Mil dúzias) | Valor da produção (Mil Reais) | ||||
| 2024 | 2025 | 2024 | 2025 | ||
| 1 | Nova Andradina (MS) | 22.374 | 39.159 | 114.110 | 209.892 |
| 2 | Terenos (MS) | 31.708 | 31.987 | 198.177 | 230.305 |
| 3 | Ivinhema (MS) | 25.579 | 25.151 | 144.519 | 168.510 |
| 4 | Dourados (MS) | 6.799 | 6.999 | 30.528 | 36.397 |
| 5 | Sidrolândia (MS) | 5.664 | 5.399 | 10.704 | 11.878 |
Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2024 e 2025
Aquicultura em MS registra a 13ª posição no ranking entre as UFs
A aquicultura de Mato Grosso do Sul registrou produção de 20,1 mil t em 20253, ocupando a 13ª posição entre as UFs. O volume produzido representa uma redução de 9,3% em relação ao ano anterior, quando a produção alcançou 22,2 mil t.
Entre as 27 UFs, 22 apresentaram crescimento na produção aquícola entre 2024 e 2025. O maior crescimento percentual foi registrado na Paraíba, com aumento de 85,2%. Em sentido contrário, Mato Grosso do Sul apresentou a segunda maior retração entre os estados, com queda de 9,3%, ficando atrás apenas do Amazonas, que registrou redução de 20,0%.
A produção aquícola sul-mato-grossense vem apresentando redução desde 2022, ano em que foi registrado o maior volume da série histórica, com 29,1 mil t produzidas. Em 2025, o estado com maior produção foi o Paraná, com 214 mil t, enquanto o Amapá apresentou o menor volume entre as UFs, com 1,1 mil t.
No recorte municipal, os cinco maiores produtores de aquicultura de Mato Grosso do Sul em 2025 foram: Selvíria, com 7,9 mil t; Mundo Novo, com 3,3 mil t; Dourados, com 2,5 mil t; Aparecida do Taboado, com 2,4 mil t; e Itaporã, com 1,8 mil t.
3Sidra: tabela 3940 – Produção da aquicultura, por tipo de produto
O valor da produção aquícola estadual foi estimado em R$ 176 mi em 2025, resultado inferior ao registrado em 2024, quando alcançou R$ 213 mi. A variação representa uma retração de aproximadamente 17,2% no valor gerado pela atividade.
Quadro 4 – Ranking por tipo de produto da aquicultura e variação (MS)
| # | Tipo de produto da aquicultura | Quilogramas | Variação (%) | |
| 2024 | 2025 | |||
| 1 | Tilápia | 21.593.880 | 19.632.300 | -9,1 |
| 2 | Pacu e patinga | 269.671 | 294.643 | 9,3 |
| 3 | Tambacu, tambatinga | 129.995 | 78.723 | -39,4 |
| 4 | Outros peixes | 56.170 | 51.296 | -8,7 |
| 5 | Pintado, cachara, cachapira e pintachara, surubim | 77.397 | 48.920 | -36,8 |
| 6 | Piau, piapara, piauçu, piava | 5.419 | 5.600 | 3,3 |
| 7 | Carpa | 12.200 | 4.600 | -62,3 |
| 8 | Matrinxã | 5.609 | 3.609 | -35,7 |
| 9 | Tambaqui | 22.904 | 3.583 | -84,4 |
| 10 | Lambari | 2.004 | 1.113 | -44,5 |
| 11 | Curimatã, curimbatá | 219 | 50 | -77,2 |
Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2025.
Produção de leite tem queda de 3% em Mato Grosso do Sul
O efetivo de vacas ordenhadas no estado, em 2025, foi de 144.342 animais, 2,9% a menos que o do ano anterior (148.676)4. Entre os municípios de MS com maior número de vacas ordenhadas destaca-se Itaquiraí (15.556 vacas ordenhadas), apresentando um aumento de 25,8% em relação a 2024. Paranaíba, que ocupava a segunda posição em 2024, caiu para a terceira, com 7.095 vacas ordenhas em 2025. Bataguassu subiu para o segundo lugar, com 7.157
No ranking entre as Unidades da Federação, Minas Gerais continuou sendo o maior produtor do país, com 10,1 bilhões de litros, seguido por Paraná 4,8 bilhões. Mato Grosso do Sul mantém a 21ª posição, com 264,4 milhões de litros de leite.
No estado, a diminuição no número de vacas ordenhadas foi sentida na produção de leite. Em 2025, foram produzidos 264.415 milhões de litros de leite em MS, 3% a menos do que no ano anterior (272.653 milhões de litros). Também caiu o valor da produção de leite, alcançando R$ 670,6 milhões em 2025, valor 2,4% maior que o estimado em 2024.
O município de Itaquiraí manteve a posição de maior produtor de leite no estado, com 34,9 milhões de litros, aumento de 25,8% em relação a 2022.
Quadro 5 – Produção de leite e valor da produção (mil litros e mil reais – Municípios de MS)
| # | Município | Variável x Ano | |||
| Produção de origem animal (Mil litros) | Valor da produção (Mil Reais) | ||||
| 2024 | 2025 | 2024 | 2025 | ||
| 1 | Itaquiraí (MS) | 27.797 | 34.964 | 66.157 | 83.913 |
| 2 | Iguatemi (MS) | 10.675 | 12.193 | 25.300 | 29.142 |
| 3 | Paranaíba (MS) | 14.737 | 11.937 | 38.463 | 31.513 |
| 4 | Nova Andradina (MS) | 12.334 | 9.991 | 32.192 | 26.375 |
| 5 | Bataguassu | 9.339 | 9.182 | 25.683 | 25.553 |
Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2025
4Sidra: tabela 94 – vacas ordenhadas
Produção de mel em Mato Grosso do Sul registra queda de 4,5% em 2025
Em 2025, a produção de mel de abelha em Mato Grosso do Sul foi de 732.047 kg, registrando queda de 4,5% em relação a 2024, quando foram produzidos 766.805 kg. Entre as 27 UFs, oito apresentaram retração na produção em comparação ao ano anterior, no período, o maior crescimento percentual foi registrado no Maranhão, com avanço de 37,8%, enquanto Pernambuco apresentou a maior redução, com recuo de 32,8%.
Com a produção registrada em 2025, Mato Grosso do Sul permanece entre os 15 maiores produtores de mel de abelha do país. A maior produção estadual da série histórica ocorreu em 2017, quando foram produzidos 1,2 mil t. O valor da produção também apresentou redução, sendo estimado em R$ 14 mi, queda de aproximadamente 3,6% frente ao resultado de 2024, estimado em R$ 14,5 mi.
Na análise municipal, Três Lagoas manteve a primeira posição entre os produtores de mel em Mato Grosso do Sul, com 130.653 kg produzidos em 2025. Outro destaque foi Dourados, que passou da 10ª colocação no ranking estadual em 2024, com 16.450 kg, para a 4ª posição em 2025, com 35.750 kg, representando aumento de 117,3% na produção.
Em sentido contrário, Jardim, que ocupava a 3ª colocação estadual em 2024, com 41.500 kg produzidos, passou para a 6ª posição em 2025, com 33.450 kg, registrando redução de 19,4% na quantidade produzida.
Quadro 6 – Produção de mel e variação – Municípios de MS em 2025
| # | Município | Quilogramas | Variação (%) | |
| 2024 | 2025 | |||
| 1 | Três Lagoas | 133.624 | 130.653 | -2,2 |
| 2 | Brasilândia | 101.149 | 81.320 | -19,6 |
| 3 | Selvíria | 38.250 | 37.600 | -1,7 |
| 4 | Dourados | 16.450 | 35.750 | 117,3 |
| 5 | Chapadão do Sul | 35.800 | 33.500 | -6,4 |
| 6 | Jardim | 41.500 | 33.450 | -19,4 |
Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2025
Fonte: MS-Atendimento

