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quarta-feira, 30 de setembro, 2026

PPM 2025: Rebanho bovino de MS cai pelo segundo ano consecutivo e chega a 17,9 milhões de cabeças

A Pesquisa da Pecuária Municipal divulgada dia 30 de setembro, pelo IBGE, fornece informações sobre os efetivos da pecuária existentes nos municípios na data de referência do levantamento, 31 de dezembro, bem como a produção de origem animal e o valor da produção durante o ano em questão.

Em Mato Grosso do Sul, no ano de 2025, houve retração nos rebanhos de bovinos (-4,3%), bubalinos (-2,8%), equinos (-8,9%), ovinos (-3,2%), codornas (-70%) e caprinos (-23,3%)1. Os únicos rebanhos que apresentaram crescimento foram os de suínos, com alta de 5,8% em relação a 2024 e o de galináceos (3,96%). Apesar da queda, Mato Grosso do Sul continua como o quinto estado com o maior efetivo de bovinos entre as Unidades da Federação (UFs), com 17,9 milhões de cabeças. Mato Grosso se manteve detentor do maior rebanho estadual, com 13,5% do efetivo nacional, o equivalente a 31,6 milhões de animais, queda de 3,7% em relação a 2024.

O valor de produção da pecuária (R$ 1,8 bilhão) foi recorde em 2025, com alta de 11,8% em relação a 2024. Os produtos de origem animal somaram R$ 1,5 bilhão2 , um aumento de 11,6%, enquanto os itens da aquicultura contribuíram com R$ 256 milhões, uma queda de 13,4%.

O município de Corumbá mantém destaque com o maior efetivo de equinos do país com 34.448 cabeças e com o segundo maior rebanho de bovinos, 2.154.749 cabeças. Aquidauana ficou em 11o lugar no ranking nacional de rebanho bovino, com 845.026 cabeças, e Ribas do Rio Pardo ficou em 14o lugar com 782.275.

PPM 2025: Rebanho bovino de MS cai pelo segundo ano consecutivo e chega a 17,9 milhões de cabeças

Efetivo de bovinos em MS tem queda de 4,3% 

O efetivo bovino em Mato Grosso do Sul atingiu 17,9 milhões de cabeças em 2025, o que representa uma diminuição  de 4,3% em comparação ao ano anterior. É a segunda queda consecutiva e a marca representa um retorno à  tendência de queda no rebanho observada de 2016 a 2022.  

Apesar da retração vista no setor, o estado permanece com o 5º maior rebanho do país após perder a quarta posição  em 2019, com 7,6% do efetivo nacional. Mato Grosso lidera o maior efetivo do país, com 31,6 milhões de animais e  representa 13,5% do efetivo nacional.

O rebanho bovino nacional diminuiu 1,7% em 2025, na comparação com 2024. É segunda queda anual consecutiva,  o que reduziu a quantidade de bovinos para 234,3 milhões de cabeças, a menor desde 2022.  

Quadro 1 – Rebanho bovino por ano, Brasil e MS e posição de MS (cabeças) 

Efetivo dos rebanhos Bovino (cabeças)
Ano Brasil Mato Grosso do Sul Ranking
2013 211.764.292 21.047.274 4º 
2014 212.366.132 21.003.830 4º 
2015 215.220.508 21.357.398 4º 
2016 218.190.768 21.800.990 4º 
2017 215.003.578 21.474.693 4º 
2018 213.809.445 20.896.700 4º 
2019 214.689.984 19.407.908 5º 
2020 217.836.282 19.027.086 5º 
2021 224.601.992 18.608.503 5º 
2022 234.851.536 18.433.728 5º 
2023 238.626.442 18.891.916 5º 
2024 238.180.757 18.744.820 5º 
2025 234.251.041 17.946.309 5º 

Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2025.

Gráfico 1 – Progressão no tempo dos 5 maiores rebanhos de bovinos entre as UFs – 2013 a 2025 – Ufs (cabeças) 

35.000.000 

33.000.000 

31.000.000 

29.000.000 

27.000.000 

25.000.000 

23.000.000 

21.000.000 

19.000.000 

17.000.000 

2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 1 Mato Grosso 2 Pará 3 Goiás 4 Minas Gerais 5 Mato Grosso do SulFonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2025. 

Corumbá continuou com o segundo maior rebanho do Brasil, 2,1 milhões de animais, 11,7% do efetivo do Mato  Grosso do Sul. Seguem-no os municípios de Aquidauana (11º do Brasil), Ribas do Rio Pardo (14º) e Porto Murtinho  (21º). Em 2025, São Félix do Xingu (Pará) mais uma vez liderou o ranking municipal de efetivo de bovinos; o rebanho  de 2,7 milhões de cabeças foi equivalente a 10,5% do efetivo paraense. 

Corumbá lidera ranking nacional de rebanho equino 

Mato Grosso do Sul registrou queda de 8,9% no efetivo de equinos, que passou a somar 274.033 cabeças. O resultado  manteve o estado na 8ª colocação no ranking entre as Unidades da Federação. Entre os municípios brasileiros,  

Corumbá ocupa a liderança nacional em número de equinos com 34.448 cabeças, seguido por São Félix do Xingu,  com 26.721 cabeças. 

Mato Grosso do Sul registra maior efetivo de suínos da série histórica em 2025 

Em 2025, Mato Grosso do Sul alcançou 1.961.957 cabeças de suínos, o maior efetivo registrado na série histórica,  representando um crescimento de 5,8% em relação a 2024, quando o efetivo era de 1.854.172 cabeças. Com esse  resultado, o estado manteve a 6ª posição entre as UFs com os maiores rebanhos suínos do país. 

Apesar da expansão do rebanho total, o número de matrizes de suínos apresentou redução no período. Em 2025,  foram contabilizadas 216.194 matrizes, contra 229.073 em 2024, o que representa um recuo de 5,6%.  

Gráfico 2 – Principais estados produtores de suínos segundo o efetivo do rebanho em 2025 PPM 2025: Rebanho bovino de MS cai pelo segundo ano consecutivo e chega a 17,9 milhões de cabeças

Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2025. 

Entre os municípios sul-mato-grossenses, destacam-se Glória de Dourados, com 347.889 cabeças, Jateí, com 246.559  cabeças, e Dourados, com 231.589 cabeças, que concentram os maiores efetivos municipais do estado. 

Mato Grosso do Sul possui cinco municípios que figuram entre os 50 maiores efetivos de rebanho suíno do Brasil:  Glória de Dourados (8ª posição), Jateí (15ª), Dourados (19ª), São Gabriel do Oeste (31ª, com 178.170 cabeças) e  Brasilândia (42ª, com 142.612 cabeças). Todos esses municípios registraram crescimento em relação ao ano anterior,  com avanços de 5,33% em Brasilândia, 13,77% em Dourados, 7,41% em Glória de Dourados, 14,48% em Jateí e 2,47%  em São Gabriel do Oeste. 

Em relação às matrizes de suínos, Jateí (30.921 cabeças) é o maior produtor estadual, acompanhado por Ivinhema  (21.359 cabeças), e São Gabriel do Oeste (18.684 cabeças). 

Efetivo de galináceos aumenta 3,96% e valor da produção de ovos, 18,3% 

O efetivo de galináceos no estado subiu 3,96%, passando de 34,2 milhões de cabeças em 2024 para 35,5 milhões em  2025. No ranking entre as UFs, MS manteve o 11º maior efetivo do país. Quando especificados o sexo e a espécie,  MS possui 7,2 milhões de galinhas e 39,2 mil codornas.  

Sidrolândia tinha o maior rebanho do estado e possuía o 21º maior rebanho de galináceos entre os municípios do  país. Em 2025, o município tinha um rebanho de 6,7 milhões de cabeças. O número é 5,2% menor do que o registrado  em 2024 (7,0 milhões). A primeira posição ficou com Santa Maria de Jetibá (ES), com 18,4 milhões de cabeças.

Quadro 2 – Rebanho de Galináceos (Cabeças) – Municípios de MS 

# Município Ano
2024 2025
1 Sidrolândia (MS) 7.035.433 6.671.786
2 Itaquiraí (MS) 2.646.079 3.148.834
3 Dourados (MS) 3.621.621 3.111.686
4 Aparecida do Taboado (MS) 2.503.108 2.824.569
5 Nova Andradina (MS) 1.652.552 2.761.210

Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2024 e 2025.

A produção de ovos de galinha apresentou aumento de 18,3% em MS, saltando de 113,4 milhões de dúzias em 2024  para 134,1 milhões de dúzias em 2025. Com essa produção, MS fica com a 18ª colocação no ranking entre as UFs. O  principal produtor continua sendo SP (1,29 bi de dúzias), seguido do MG (553,2 mi de dúzias). 

No estado, Nova Andradina passa a ser o maior produtor, com 39,2 milhões de dúzias, com desempenho 75,2%  superior a 2024 (22,4 milhões de dúzias). Também ganha destaque o município de Terenos, que produziu 31,2  milhões de dúzias de ovos em 2025. O valor da produção de ovos de galinha em MS subiu 26,2%, de R$ 677,7 milhões  em 2024 para R$ 855,2 milhões em 2025. 

Quadro 3 – Produção de ovos de galinha (mil dúzias) e Valor da produção (mil reais) 

# MunicípioVariável x Ano
Produção de origem animal  (Mil dúzias) Valor da produção (Mil Reais)
2024 2025 2024 2025
1 Nova Andradina (MS) 22.374 39.159 114.110 209.892
2 Terenos (MS) 31.708 31.987 198.177 230.305
3 Ivinhema (MS) 25.579 25.151 144.519 168.510
4 Dourados (MS) 6.799 6.999 30.528 36.397
5 Sidrolândia (MS) 5.664 5.399 10.704 11.878

Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2024 e 2025

Aquicultura em MS registra a 13ª posição no ranking entre as UFs 

A aquicultura de Mato Grosso do Sul registrou produção de 20,1 mil t em 20253, ocupando a 13ª posição entre as  UFs. O volume produzido representa uma redução de 9,3% em relação ao ano anterior, quando a produção alcançou  22,2 mil t. 

Entre as 27 UFs, 22 apresentaram crescimento na produção aquícola entre 2024 e 2025. O maior crescimento  percentual foi registrado na Paraíba, com aumento de 85,2%. Em sentido contrário, Mato Grosso do Sul apresentou  a segunda maior retração entre os estados, com queda de 9,3%, ficando atrás apenas do Amazonas, que registrou  redução de 20,0%. 

A produção aquícola sul-mato-grossense vem apresentando redução desde 2022, ano em que foi registrado o maior  volume da série histórica, com 29,1 mil t produzidas. Em 2025, o estado com maior produção foi o Paraná, com 214  mil t, enquanto o Amapá apresentou o menor volume entre as UFs, com 1,1 mil t. 

No recorte municipal, os cinco maiores produtores de aquicultura de Mato Grosso do Sul em 2025 foram: Selvíria,  com 7,9 mil t; Mundo Novo, com 3,3 mil t; Dourados, com 2,5 mil t; Aparecida do Taboado, com 2,4 mil t; e Itaporã,  com 1,8 mil t. 

3Sidra: tabela 3940 – Produção da aquicultura, por tipo de produto

O valor da produção aquícola estadual foi estimado em R$ 176 mi em 2025, resultado inferior ao registrado em 2024,  quando alcançou R$ 213 mi. A variação representa uma retração de aproximadamente 17,2% no valor gerado pela  atividade. 

Quadro 4 – Ranking por tipo de produto da aquicultura e variação (MS) 

# Tipo de produto da aquicultura Quilogramas Variação (%) 
2024 2025
1 Tilápia 21.593.880 19.632.300 -9,1
2 Pacu e patinga 269.671 294.643 9,3
3 Tambacu, tambatinga 129.995 78.723 -39,4
4 Outros peixes 56.170 51.296 -8,7
5 Pintado, cachara, cachapira e pintachara, surubim 77.397 48.920 -36,8
6 Piau, piapara, piauçu, piava 5.419 5.600 3,3
7 Carpa 12.200 4.600 -62,3
8 Matrinxã 5.609 3.609 -35,7
9 Tambaqui 22.904 3.583 -84,4
10 Lambari 2.004 1.113 -44,5
11 Curimatã, curimbatá 219 50 -77,2

Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2025.

Produção de leite tem queda de 3% em Mato Grosso do Sul  

O efetivo de vacas ordenhadas no estado, em 2025, foi de 144.342 animais, 2,9% a menos que o do ano anterior  (148.676)4. Entre os municípios de MS com maior número de vacas ordenhadas destaca-se Itaquiraí (15.556 vacas  ordenhadas), apresentando um aumento de 25,8% em relação a 2024. Paranaíba, que ocupava a segunda posição  em 2024, caiu para a terceira, com 7.095 vacas ordenhas em 2025. Bataguassu subiu para o segundo lugar, com 7.157 

No ranking entre as Unidades da Federação, Minas Gerais continuou sendo o maior produtor do país, com 10,1  bilhões de litros, seguido por Paraná 4,8 bilhões. Mato Grosso do Sul mantém a 21ª posição, com 264,4 milhões de  litros de leite.  

No estado, a diminuição no número de vacas ordenhadas foi sentida na produção de leite. Em 2025, foram  produzidos 264.415 milhões de litros de leite em MS, 3% a menos do que no ano anterior (272.653 milhões de litros).  Também caiu o valor da produção de leite, alcançando R$ 670,6 milhões em 2025, valor 2,4% maior que o estimado  em 2024. 

O município de Itaquiraí manteve a posição de maior produtor de leite no estado, com 34,9 milhões de litros,  aumento de 25,8% em relação a 2022. 

Quadro 5 – Produção de leite e valor da produção (mil litros e mil reais – Municípios de MS) 

# MunicípioVariável x Ano
Produção de origem animal  (Mil litros) Valor da produção (Mil Reais)
2024 2025 2024 2025
1 Itaquiraí (MS) 27.797 34.964 66.157 83.913
2 Iguatemi (MS) 10.675 12.193 25.300 29.142
3 Paranaíba (MS) 14.737 11.937 38.463 31.513
4 Nova Andradina (MS) 12.334 9.991 32.192 26.375
5 Bataguassu 9.339 9.182 25.683 25.553

Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2025

4Sidra: tabela 94 – vacas ordenhadas

Produção de mel em Mato Grosso do Sul registra queda de 4,5% em 2025 

Em 2025, a produção de mel de abelha em Mato Grosso do Sul foi de 732.047 kg, registrando queda de 4,5% em  relação a 2024, quando foram produzidos 766.805 kg. Entre as 27 UFs, oito apresentaram retração na produção em  comparação ao ano anterior, no período, o maior crescimento percentual foi registrado no Maranhão, com avanço  de 37,8%, enquanto Pernambuco apresentou a maior redução, com recuo de 32,8%. 

Com a produção registrada em 2025, Mato Grosso do Sul permanece entre os 15 maiores produtores de mel de  abelha do país. A maior produção estadual da série histórica ocorreu em 2017, quando foram produzidos 1,2 mil t.  O valor da produção também apresentou redução, sendo estimado em R$ 14 mi, queda de aproximadamente 3,6%  frente ao resultado de 2024, estimado em R$ 14,5 mi. 

Na análise municipal, Três Lagoas manteve a primeira posição entre os produtores de mel em Mato Grosso do Sul,  com 130.653 kg produzidos em 2025. Outro destaque foi Dourados, que passou da 10ª colocação no ranking estadual  em 2024, com 16.450 kg, para a 4ª posição em 2025, com 35.750 kg, representando aumento de 117,3% na produção. 

Em sentido contrário, Jardim, que ocupava a 3ª colocação estadual em 2024, com 41.500 kg produzidos, passou para  a 6ª posição em 2025, com 33.450 kg, registrando redução de 19,4% na quantidade produzida. 

Quadro 6 – Produção de mel e variação – Municípios de MS em 2025 

# Município Quilogramas Variação (%) 
2024 2025
1 Três Lagoas 133.624 130.653 -2,2
2 Brasilândia 101.149 81.320 -19,6
3 Selvíria 38.250 37.600 -1,7
4 Dourados 16.450 35.750 117,3
5 Chapadão do Sul 35.800 33.500 -6,4
6 Jardim 41.500 33.450 -19,4

Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2025

Fonte: MS-Atendimento