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domingo, 18 de outubro, 2026

Pré-estreia de filme é marcada por tumulto em Dourados

20/04/2016 07h10

O filme será lançado nacionalmente na quinta-feira

Aguardada com entusiasmo por parte da população, a pré-estreia do filme ‘Em Nome da Lei’ em Dourados foi marcada por tumulto antes mesmo do início da sessão agendada para as 21h30 no Cine Araújo, no Shopping Avenida Center. Centenas de pessoas se acumularam no local.

A confusão teve início na entrada da sala e a informação apurada é que os ingressos disponibilizados teria sido superior a quantidade de assentos.

Populares que estavam no shopping, sabendo da presença do diretor Sérgio Resende e do ator Emílio Dantas, também se acumularam no local buscando registrar o momento.

O diretor chegou a pedir organização na fila que passou de 20 metros dentro do estabelecimento. Pouco antes das 22h a sala onde o filme é exibido foi fechada e muita gente ficou de fora.

Ainda conforme apurado no shopping, não é descartada uma nova sessão em outra sala devido a quantidade de convites distribuídos.

A pré-estreia de Em Nome da Lei seria reservada para autoridades, imprensa e pessoas que trabalharam nas gravações. O filme será lançado nacionalmente na quinta-feira

Gravado totalmente no município de Dourados, a produção buscou questionar “qual é o preço da Justiça” e contou com o investimento de R$ 7,5 mi para o retrato da história do juiz federal Odilon de Oliveira.

De acordo com o diretor do longa, Sérgio Resende, a busca foi mostrar a realidade na região de fronteira nos aspectos político e cultural de forma a mostrar também que há “esperança para a justiça”. Ele cita que por mais que o tema seja sério a ideia é abordá-lo se modo também a não perder o lado da diversão nas telas.

“Minha expectativa é que as pessoas vejam o filme e se divirtam, se emocionem e que também reflitam um pouco sobre aquilo que a gente está vivendo. Destaca que minha primeira preocupação como diretor é de envolver emocionalmente o espectador, acho que estamos tratando de um tema sério, da justiça, da lei, da fronteira, mas ao mesmo tempo o cinema não é uma sala de aula eu não ou professor, acho que o cinema é um entretenimento, é uma grande diversão”, contou.

O ator Emílio Dantas participou da coletiva e afirmou que o conhecimento das situações cotidianas de tráfico na fronteira o chamou a atenção, assim como a beleza da região. Ele atua no longa como o personagem “Hermano” e cita que foi uma experiência prazerosa, com destaque ainda a receptividade que teve.

“Me chamou muito a atenção conhecer o que acontece, os esquemas e como é tudo e também fui muito bem recebido. Foi muito interessante fazer parte do filme, conhecer mais do sotaque local, da vivência. Nesse tempo pude ver o quanto aqui é bonito, locais com natureza que se destaca, as cores do céu, as plantações, tudo isso será mostrado e trouxe cores incríveis as imagens, vale a pena ver”, comentou.

Resende destacou que para o elenco que não conhecia a região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e foi bastante satisfatória a experiência. Ele cita ainda que outros artistas queriam acompanhar a pre-estreia local, porém, foram impossibilitados por conta de agenda cheia.

“Temos um elenco espetacular no filme, acho que fizemos um trabalho com o lado de seduzir o espectador e ao mesmo tempo para que ele leve para casa uma mensagem um momento de reflexão sobre o tema. Foi uma experiência riquíssima, fortíssima par o elenco, todo mundo que veio, estava curioso. Veio gente do Rio de Janeiro e de São Paulo que não conhecia a região, então queiram andar, conhecer, viajar, muitos foram a fronteira mesmo, conversando com as pessoas na rua. Muitos dos artistas quando eu falei que queria fazer a pré estreia aqui queira vim, mas por conta de trabalhos não puderam, o Emílio que pode logo já se dispôs e veio”, disse.

O investimento total para o longa foi de R$ 7,5 milhões, valor que o diretor considera que com a produção alcançada foi como um “milagre”. Para ele, em outras localidades o gasto para o filme seria bem maior. Ele cita que mesmo com o orçamento “apertado”, o resultado é compensador.

“O cinema brasileiro faz milagres, acho que esse filme em qualquer outro lugar no mundo custaria no mínimo R$ 60 milhões, nós no Brasil conseguimos esse valor e acho que é uma proeza dado a qualidade do filme, acho que o cinema brasileiro está conquistando uma nova audiência, tem responsabilidade com essa audiência, ninguém quer mais ver filme ‘amarrado com barbante’ , fotografia e som ruins, há um compromisso de qualidade e procuramos respeitar e manter isso, acho quem quer ver não vai se decepcionar”, citou.

Já sobre a possibilidade de o filme passar no cinema em outros países, o diretor enfatizou que é provável, mas que o foco no momento é movimentar a produção no cinema nacional.

“O filme estreia no feriado e ficará o tempo que o público quiser. Estamos priorizando e lutando com o mercado interno, já tivemos convites para festivais internacionais, na China inclusive, mas a gente está totalmente voltado para conquista do nosso mercado no país e depois disse tentaremos expandir. A probabilidade de Em nome da lei ir para o cinema exterior, meus filmes tem circulado o mundo, e tenho perspectiva que com esse aconteça a mesma coisa”.

Em Nome da Lei teve as cenas gravadas entre os meses de março e abril, com adaptações de diversos pontos da cidade para retratar a fronteira do Brasil com o Paraguai em Mato Grosso do Sul. A presença de atores conhecidos movimentou a cidade neste período e muitos douradenses paravam para acompanhar a produção quando haviam cenas externas na cidade.

A expectativa é ver nas telas pontos conhecidos como o Clube Samambaia, que foi adaptado e teve boa parte das cenas rodadas, o antigo Dourados Park Hotel, o Shopping Avenida Center, a rua Cuiabá, além de casarões do bairro Jardim Girassol, entre outros.

A história do filme dirigido por Sérgio Rezende é inspirada em fatos reais vividos pelo juiz federal, Odilon de Oliveira, figura conhecida dentro e fora do Estado pela atuação no combate ao tráfico de drogas.

O juiz que na obra de ficção tem o nome de Vitor é vivido por Mateus Solano, protagonista do longa metragem, que ainda tem nomes como Paola Oliveira, Chico Diaz, Eduardo Galvão, Emilio Dantas, entre outros.

fonte: Douradosnews

Muita gente ficou de fora da pré-estria do filme em Dourados - Foto: Joandra Alves

Diretor afirma que fez proeza com o orçamento de 7,5 mi para o filme (Foto: Gizele Almeida)

Ator Emiilio Dantas esteve presenta na coletiva e destacou belezas da região (Foto: Gizele Almeida)