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Preço da soja surpreende e traz perspectivas positivas para 2015

19/02/2015 09h

“No mês de outubro, no entanto, as commodities saíram desse que era o patamar mais baixo dos últimos cinco anos.

Agrolink

Mudanças recentes na conjuntura das principais commodities criaram um cenário muito melhor do que era esperado no Brasil, analisa o consultor de mercado Carlos Cogo.

“Observamos uma mudança repentina depois que terminou o processo eleitoral no Brasil”, afirmou ele em entrevista à repórter Denise Saueressig, da Revista A Granja.

“Vínhamos de um cenário bem negativo para as principais commodities. No caso da soja, entre janeiro e setembro, havia uma perda acumulada de 30% nos preços. No milho, essa perda era de quase 40% e, no trigo, de 29%.

O piso da soja chegou a US$ 9 por bushel e o do milho chegou a US$ 3,30 por bushel. Esses números assustaram muita gente”, relembrou Cogo.

“No mês de outubro, no entanto, as commodities saíram desse que era o patamar mais baixo dos últimos cinco anos.

Alguns fatos pontuais fizeram com que os preços no mercado futuro subissem forte demais, entre 10% e 15%, em outubro”, apontou ele.

O especialista aponta que os Estados Unidos passam por desafios logísticos, especialmente na via ferroviária: “Esses problemas para escoar a safra geraram problemas no abastecimento interno e, aí, por questões pontuais, os preços subiram.

Só que depois de subirem, os preços não caíram mais. Isso dá a entender que os compradores enxergaram que não há mais espaço para a queda e aí, se construiu um novo piso”.

“Saímos de uma situação ‘no vermelho’ em 2015 para o ‘azul’, com exceção do algodão. Por tudo isso, acredito que esse não é um novo ciclo de baixa para a agricultura. Outro ponto a considerar é o clima.

O El Niño não se confirmou e existe quase consenso entre os meteorologistas quanto à neutralidade das condições climáticas, ou seja, o Brasil deve repetir um recorde na safra e se aproximar das 200 milhões de toneladas”, conclui o diretor da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica.

Preço da soja surpreende.Wilson Dias/Arquivo Agência Brasi