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sexta-feira, 16 de outubro, 2026

Prefeito afastado se entregou em delegacia que tem cela especial

02/10/2015 09h50

Em 2010, o então prefeito de Dourados, Ari Artuzi, também ficou preso no local.

Campograndenews

As celas especiais da 3ª delegacia de Campo Grande influenciaram na escolha do prefeito afastado Gilmar Olarte (PP) na escolha do local onde se entregaria à Justiça para cumprir prisão temporária. “Não sei o motivo, não entrei nesse mérito, porque a investigação é feita pelo Gaeco. Mas ele pode ter se entregue aqui porque tem cela especial para policial”, afirma o delegado Fabiano Nagata.

De acordo com o delegado, a cela especial onde Olarte está não tem luxos, mas é isolada dos demais presos. Nagata afirma que o prefeito afastado chegou à delegacia, no bairro Carandá Bosque, às 5h15 desta sexta-feira. Ele estava em companhia do advogado.

O prefeito afastado de Campo Grande,Gilmar Olarte, que se entregou para a prisão na manhã desta sexta-feira (2) foi ao Imol (Instituto Médico-Odontológico Legal) por volta das 8h50, onde permaneceu por cerca de 15 minutos.

Olarte chegou acompanhado de quatro policiais e aguardou por cinco minutos dentro da viatura pelo atendimento, que durou cerca de 10 minutos. Ele não falou com ninguém e, de camiseta rosa, abraçou uma policial ao entrar no Instituto.

O atendimento rápido, segundo o Instituto, se deve ao fato de ser um procedimento simples e padrão, além de Olarte ser figura pública que, seguindo a recomendação do desembargador Luiz Bonassini, que decretou sua prisão, deve ter o mínimo de exposição.

Ele voltou à viatura e deve retornar à sua cela na 3ª DP, no bairro Carandá Bosque. No local, ele ocupará por cinco dias uma cela de 24 metros quadrados.

Benesses – Olarte e o empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da Proteco Construções, tiveram as prisões decretadas no dia 30 de setembro pelo desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva.

As prisões são desdobramentos da operação Coffee Break, realizada em 25 de agosto pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) para investigar compra de votos na Câmara Municipal.

Olarte é investigado por formação de quadrilha e corrupção, pois teria se juntado a vereadores, empresários e terceiros interessados para cassação do prefeito Alcides Bernal (PP) em março de 2014. O acordo incluiria pagamento em dinheiro e distribuição de benesses. A prisão temporária tem validade de cinco dias.

Ontem, antes de Olarte se entregar, a defesa entrou com habeas corpus no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Mas o desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho se absteve de julgar e remeteu os autos para o STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O prefeito afastado Gilmar Olarte se apresentou nesta madrugada. (Foto: Arquivo)

Nagata afirma que Olarte chegou à delegacia às 5h15 desta sexta-feira. (Foto: Marcos Ermínio)